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Revista celebra “retorno da França” ao cenário internacional

Por Silvano Mendes

A revista semanal do jornal Le Parisien - Aujourd’hui en France traz uma reportagem de capa sobre o retorno do protagonismo francês no âmbito internacional. Além da diplomacia, da economia e do turismo, os grandes eventos esportivos sediados no país, como os Jogos Olímpicos de 2024, apontam para uma boa fase da França.

O texto, intitulado “A França está de volta”, lista em onze páginas de relatos e análises os setores nos quais o país vem se recuperando. A economia é um dos principais aspectos ressaltados, com um consumo em alta e a indústria automobilística em ótima fase.

“Com a aliança selada entre a Renault e as japonesas Nissan e Mitsubishi, a empresa francesa se tornou a primeira montadora do planeta”, anuncia a reportagem já em suas primeiras linhas. “A criação de empregos é a mais alta dos últimos dez anos e os turistas estrangeiros estão voltando” após a queda das visitas ligada aos atentados, continua a revista.

Além disso, o texto traz alguns exemplos de empresas que se ressaltam no panorama internacional, como a Neoen, que começou como start-up em 2008 e se tornou o primeiro produtor independente de energia renovável. Discretamente, além de sua atividade francesa, a entidade já está presente em Portugal, Austrália, México, Jamaica e El Salvador, desenvolvendo suas próprias centrais.

Mesmo assim, comenta o texto, os franceses não adotaram o otimismo defendido desde a chegada de Emmanuel Macron ao poder. Como prova a cota de popularidade do presidente, que caiu 24 pontos percentuais entre julho e agosto, apenas dois meses após sua posse.

Porém, essa recuperação da imagem do país é notada principalmente no exterior. A reportagem cita um estudo do Centro de diplomacia pública da Universidade da California do Sul publicado em julho, que coloca a França na liderança do ranking dos países mais importantes do mundo em termos de soft power, a capacidade de influência e de persuasão de uma nação por meios que excluem a ação militar.

Mas o texto analisa o relatório e explica que mesmo se a vitória de Macron sobre Marine Le Pen teve um efeito positivo, esse protagonismo francês fora de suas fronteiras “não seria possível sem características históricas, como a rede diplomática do país, vista como uma das melhores do mundo, ou ainda a influência cultural”.

No entanto, especialistas ouvidos pela revista alertam que nenhum país pode viver apenas de imagem e que os resultados concretos devem acompanhar essa tendência. “Se os bons indicadores financeiros demorarem muito para se transformar em algo concreto na vida da população, o pessimismo pode voltar”, alerta o especialista em pesquisas de opinião Brice Teinturier.

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