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Mega exposição em Paris homenageia Barbara, ícone da chanson française

Por Patricia Moribe

Ela foi um dos grandes nomes da chanson française, um ícone, uma diva. Barbara. Vinte anos após sua morte, aos 67 anos, ela é tema de várias homenagens.

A principal é uma gigantesca exposição na Philarmonie de Paris, onde o visitante passa por um túnel do tempo, embalado por canções e pela vida de uma das artistas mais queridas do vasto repertório francês.

Monique Serf nasceu em 9 de junho de 1930, em Paris, de família judia e pobre, à beira de uma guerra que marcou sua vida e o mundo. A infância foi nômade, fugindo de perseguições e da miséria. A música salvou sua vida, a partir das aulas de piano na infância e da descoberta de Edith Piaf. Já como “Barbara”, nome da avó, dos cabarés em Bruxelas, Bélgica, e Paris, ela acabou nos grandes palcos franceses, com suas interpretações pessoais e canções próprias. A curadora Clémentine Deroudille, falou à RFI sobre o intimismo da exposição na Philarmonie:

“O objetivo foi passar para o outro lado da cortina, passar o outro lado da imagem que temos de Barbara, sempre de negro, a depressão, a tristeza, a solidão, que também fazem parte, mas também mostrar outras facetas. Ela teve uma vida marcada por eventos extraordinários, os concertos, principalmente. Eu quis que ela nos acompanhasse por todo o percurso, com suas músicas, seus depoimentos. É portanto uma exposição 'live', bastante teatral, tão espetacular quanto um show de Barbara.”

Voz e emoção

Depois dos primeiros sucessos, Barbara vai definindo seu estilo. Deixa de cantar composições alheias e aposta nas suas anotações sem fim, na emoção e no piano. Ela canta com grandes nomes da época, como Serge Gainsbourg e Jacques Brel. No palco, ela fica maior do que já era, alta e magra, sempre vestida de negro, contra o fundo negro, sentada no piano negro. Suas músicas e interpretações viscerais entram para a história, como "L'Aigle Noir", "Quand il pleut à Nantes" e, dedicada a seu público, "Ma plus belle histoire d'amour c'est vous" (Minha mais bela história de amor são vocês, em tradução livre).

Barbara não roda o mundo, mas faz concertos memoráveis no Japão, e no Metropolitan Opera, de Nova York, onde ela canta, enquanto Mikhail Baryshnikov dança. Ela inventa espetáculos, como Lilly Passion, uma história de amor entre uma cantora de cabaré e um assassino, vivido por Gérard Depardieu. O ator lançou um álbum no início de 2017 e tem feito vários espetáculos com o nome do CD: “Depardieu canta Barbara”.

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