rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Terrorismo Charlie Hebdo Ameaça

Publicado em • Modificado em

Justiça francesa investiga novas ameaças terroristas contra Charlie Hebdo

media
Reprodução da capa do jornal satírico Charlie Hebdo, que recebeu ameaças devido a publicação de uma charge do intelectual muçulmano Tariq Ramadan, acusado de estupro por duas mulheres. Reprodução charliehebdo.fr

A revista satírica Charlie Hebdo, cuja boa parte da redação foi dizimada em um ataque terrorista em janeiro de 2015, voltou a ser alvo de ameaças. A Justiça da França abriu um inquérito na noite de segunda-feira (6) por apologia ao terrorismo, após uma série de intimidações postadas contra os jornalistas do semanário nas redes sociais. 


Célébre por sua irreverência, Charlie Hebdo é alvo contante de ameaças, mas as mensagens se agravaram e se multiplicaram desde a semana passada, com a publicação de uma charge do intelectual muçulmano Tariq Ramadan, que é acusado de estupro por duas mulheres na França. 

A caricatura publicada na primeira página do jornal satírico mostra o teólogo suíço com a calça deformada por uma ereção e traz como título: "Eu sou o sexto pilar do Islã". Depois da publicação, insultos e ameaças contra o semanário invadiram as redes sociais. 

A procuradoria de Paris abriu uma investigação por "ameaças de morte materializadas por escrito" e "apologia pública de um ato de terrorismo", afirmou uma fonte judicial, horas depois de a denúncia ser apresentada.

Ameaças constantes

Perguntado sobre as mensagens de ódio e as ameaças dirigidas contra Charlie Hebdo, o cartunista Riss, diretor da publicação, declarou à rádio francesa Europe 1 que elas "nunca pararam". "Há momentos em que se intensificam nas redes sociais, com ameaças de morte explícitas", disse Riss.
   
Mas, para o jornalista, é complexo saber o que deve ser considerado como verdadeiro. "É difícil saber se são sérias ou não, mas, por princípio, as denunciamos", acrescentou.

12 mortos em 2015

Charlie Hebdo foi alvo de um atentado terrorista em 7 janeiro de 2015, que deixou 12 mortos, dizimando parte de sua redação. Os terroristas pretendiam se vingar da revista, abertamente ateia e provocadora, por ter publicado caricaturas de Maomé.

O ataque abriu a série de massacres extemistas dos quais a França é palco desde então, como os ataques coordenados de 13 de novembro, que deixaram mais de 130 mortos, e o atropelamento de Nice, no qual 84 pessoas morreram.