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Macron completa 6 meses como presidente impondo reformas e sem oposição

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A manchete do jornal francês Les Echos desta terça-feira, 7 de novembro de 2017, é os seis meses do presidente Emmanuel Macron no poder. Reprodução

Na resenha da imprensa francesa desta terça-feira (7), destaque é para os seis meses da eleição do presidente Emmanuel Macron. Desde sua vitória no segundo turno da presidencial francesa contra Marine Le Pen, em 7 de maio, o jovem presidente francês encadeia reformas importantes, aponta Les Echos que elogia o estilo presidencial.


O jornal econômico utiliza expressões militares como "em passo de marcha" e "ao som do tambor" para descrever o estilo rápido, determinado e enérgico de Macron. Depois da polêmica e grande reforma para liberalizar o Código do Trabalho, adotada em setembro, o executivo abriu sucessivamente outros dossiês importantes: segurança, reforma fiscal, habitação, seguro-desemprego, formação profissional ou ainda o processo de admissão nas universidades. Até agora, o terreno econômico foi sua prioridade.

Para impor seu ritmo e mudanças, o presidente pega carona na melhora da conjuntura econômica e na fraqueza da oposição que ainda está se recompondo após a derrota nas presidenciais, diz Les Echos. Outra marca do jovem líder é mostrar um estilo completamente diferente de seus antecessores, a começar pelo socialista François Hollande. Macron foi conselheiro e depois ministro da Economia do presidente que ele substituiu no Palácio do Eliseu, lembra o diário econômico.

Cumprindo promessas de campanha

Em seis meses, o chefe de Estado criou sua marca de fábrica. Ele cumpre suas promessas e age rápido, contornando os movimentos de protestos, afirma o editorial. “Em um país onde os eleitores acreditam que os políticos não cumprem suas promessas, respeitar seu programa de campanha é o melhor jeito de responder as criticas”, salienta o texto.

Falta obter os resultados dessa política de reformas, ressalta Les Echos. Por enquanto, os franceses estão desconfiados. Eles não acreditam ainda nas promessas de redução de impostos uma vez que a taxa de desemprego, apesar de ter diminuído, continua preocupante. Les Echos prevê que esse programa ágil de reformas não é eterno e que em um ano ele irá perder folego. O jornal acredita que o presidente deverá definir novas prioridades, como uma fase de aprofundamento das reformas.

Críticas de pouca legitimidade

Para festejar esses seis meses da vitória de Macron, Le Parisien publica uma entrevista com um analista político, ex-conselheiro de pesquisas de opinião do Partido Socialista.

Gérard Le Gali fez um estudo sobre o resultado das eleições presidenciais francesas. Ele afirma que Macron teve muita sorte durante a campanha e que foi eleito com uma porcentagem de votos, 43,6%, equivalente a de Giscard em 1974, de Mitterrand, em 1981 ou de Sarkozy em 2007. Esses dados são usados pelo especialista para responder às críticas de ilegitimidade ou pouca representatividade de Macron logo após sua eleição.