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França: Suspeito de sumiço de menina de 9 anos pode ser um serial killer

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Nordahl Lelandais é o principal suspeito no desaparecimento da pequena Maëlys e do militar Arthur Noyer em 2017. Captura de vídeo BFMTV

A polícia francesa investiga um possível caso de serial killer, na região dos Alpes, no sudeste do país. O adestrador de cães e ex-militar Nordahl Lelandais, de 34 anos, é investigado pelo desaparecimento de Maëlys de Araujo, de 9 anos, durante uma festa de casamento em agosto deste ano.


A menina participou do evento juntamente com seus pais, familiares, e outros 180 convidados. Por volta das três horas da manhã, a família percebeu o sumiço da garota. Dias depois, câmeras de um posto de gasolina registraram o suspeito lavando seu veículo horas após o desaparecimento de Maëlys.

Segundo a investigação, ele passou mais de uma hora esfregando seu carro, usando um produto químico poderoso o suficiente para enganar o cheiro dos cães farejadores. Apesar disso, um traço de DNA de Maëlys foi encontrado no painel do veículo.

Nordhal explicou que a menina e um outro garoto haviam entrado no carro, na noite do casamento, para ver os cães que ali estavam. O suspeito, no entanto, justificou a limpeza de seu carro, explicando que ele pretendia vendê-lo para um conhecido.

Crime sem vestígios

Acidente, fuga, crime? A polícia francesa ainda não encontrou uma resposta sobre o desaparecimento de Maëlys de Araujo. Porém, o indiciamento de Nordahl Lelandais, nesta semana, pelo assassinato de um jovem soldado que desapareceu em 12 de abril deste ano, reabriu a hipótese de que ele teria matado a menina.

A suspeita do "assassino em série" não é rejeitada pelos investigadores, que voltarão a vários casos de desaparecimentos inexplicados na região, para ver se Lelandais poderia estar envolvido. Segundo levantamento do jornal Le Parisien, trata-se de pelo menos uma dezena de desaparecimentos não esclarecidos na região.

Sangue frio

Desde a sua primeira detenção motivada pelo desaparecimento de Maelys, o perfil de Lelandais e militar, chama a atenção por sua ambivalência. A serenidade exibida durante os interrogatórios e sua frieza deixaram os investigadores perplexos. "Sua personalidade nos interessa muito", disse um dos peritos responsáveis pelo caso.

Para sua família, Nordahl Lelandais é um "tio" sensível e sorridente, um pouco mal-humorado, mas "inofensivo", como contou um amigo à imprensa. Outras pessoas, como seus ex-colegas e ex-empregadores, fazem um retrato muito mais sombrio do rapaz, capaz de "manipular", "intimidar" e "violento".

Nordahl Lelandais foi reformado do exército por transtornos psicológicos e condenado a prisão pela delinquência. Atualmente, Lelandais está sob custódia em uma prisão de Saint-Quentin-Fallavier, no sudeste da França.