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Neuroeducação pode revolucionar ensino nas escolas, dizem jornais franceses

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Matéria publicada pelo jornal Le Figaro nesta quarta-feira (10). Reprodução/Le Figaro

A imprensa desta quarta-feira (10) fala do novo projeto do governo francês para o setor da educação. As escolas francesas poderão contar com a ajuda das ciências cognitivas a partir deste ano.


"A neurociência é o futuro da escola?", pergunta o jornal Aujourd'hui en France em sua manchete de capa. O diário lembra que um novo debate é aberto nesta quarta-feira com o início das atividades de um conselho científico que, entre seus 21 integrantes, tem 6 neurocientistas. Entre eles, "o papa francês da área", diz o diário, destacando Stanilas Dehaene, de 52 anos, responsável pela área de psicologia cognitiva experimental no renomado Collège de France. 

A iniciativa do governo francês não acontece à toa, diz o jornal. "Nas salas de aula, há cada vez mais professores que se interessam sobre o funcionamento do cérebro, em busca de novos métodos para ensinar. Para Aujourd'hui en France, a "neuroeducação" pode revolucionar o aprendizado, embora ela não resolva, no entanto, outros problemas paralelos ao ensino, como as desigualdades sociais que fazem toda a diferença entre os alunos, diz o diário.

O principal desafio dos pesquisadores e professores franceses é melhorar a capacidade de atenção e memória dos alunos, que muitos defendem estar piorando na era das novas tecnologias. Por isso, a primeira missão do conselho científico se concentrará nos métodos de leitura. 

Um novo olhar sobre o aprendizado

O jornal Le Figaro também traz o assunto em sua capa. O diário explica que as ciências cognitivas estudam o sistema nervoso - da escala molecular aos órgãos - junto a disciplinas como psicologia, linguística, filosofia e antropologia. O objetivo, diz o jornal, é o estudo e a compreensão dos mecanismos do pensamento humano e o entendimento de todo o complexo sistema de processamento da informação. 

Definitivamente, diz Le Figaro, "as ciências cognitivas nos convidam a um novo olhar sobre o aprendizado". Segundo elas, nossas capacidades não seriam fixas desde o nascimento e nossa inteligência seria móvel e evolutiva. 

Para o diário, a educação francesa pode entrar em uma nova era com a iniciativa. "Manuais escolares eficazes, formas de medir a evolução dos alunos, aprender a aprender": o trabalho será longo. Por isso, segundo Le Figaro, resta agora colocar a mão na massa e encontrar a melhor forma de aplicar a ciência à realidade.