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Emmanuel Macron Migrantes Controle de Imigração

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Emmanuel Macron rebate críticas sobre sua política migratória

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O presidente francês Emmanuel Macron durante coletiva no palácio Chigi em Roma, Itália, 11 de janeiro de 2018. REUTERS/Max Rossi

O presidente francês Emmanuel Macron respondeu às críticas sobre sua política em relação aos migrantes. "Esse é um tema que causa muita tensão ética. A França não está fechada. Estamos enfrentando a maior onda migratória desde o final da Segunda Guerra Mundial", afirmou nesta quinta-feira (11) em sua visita a Roma.


Durante a coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni, Macron explicou a política de seu governo. Segundo o chefe de Estado, o direito de asilo está consagrado na Constituição e nunca foi questionado. "Há mulheres e homens que chegam no nosso país, que têm o direito de ser protegidos, e eles são. Ele recordou que, em 2017, a França recebeu 100 mil pedidos de asilo, um recorde. No entanto, Emmanuel Macron insistiu em explicar que aqueles a quem esse direito fosse recusado seriam devolvidos ao país de origem.

Controle discriminatório

O presidente francês também respondeu à polêmica sobre a presença de funcionários em centros de acolhimento para identificar migrantes sem documentos. "Eles são servidores das prefeituras, não policiais. O papel deles é acelerar os procedimentos de concessão de asilo", explicou. O presidente francês acredita que é melhor receber menos migrantes e acolhê-los de uma melhor forma, e frisou o financiamento de 143 mil vagas em abrigos de emergência.

Uma discussão está aberta para rever sete textos europeus, incluindo a Convenção de Dublim, sobre migração. Para Emmanuel Macron, é necessário agir sobre as origens dos fluxos, estabilizando os países em conflitos, lutando contra as redes de traficantes e apoiando o desenvolvimento econômico desses locais.

Descontentamento

Em Paris, entidades de defesa dos migrantes declaram “decepção” após uma reunião com o primeiro-ministro francês Edouard Philippe, o ministro do Interior, Gérard Collomb, e da Habitação, Jacques Mézard, nesta quinta-feira.

"Estamos desapontados" com o projeto de lei "asilo e imigração" que "parece desequilibrado" com "um endurecimento muito claro" favorecendo a expulsão, disse no final do encontro Louis Welsh, presidente da Federação de atores de

O projeto de lei, cuja descrição geral foi enviada às associações na quarta-feira (10), foi concebido para equilibrar a luta contra a imigração irregular e melhorar a recepção dos refugiados.

Poucas horas antes da reunião, mais de vinte associações haviam acionado o Conselho de Estado para obter a suspensão de emergência de uma circular altamente contestada, organizando um censo de migrantes nos abrigos de emergência, “promovendo uma espécie de seleção".