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França Defesa Emmanuel Macron Orçamento

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Macron aumenta orçamento da Defesa em quase € 2 bilhões

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O presidente francês, Emmanuel Macron, na base naval de Toulon, 19 de janeiro de 2018. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

O presidente francês qualificou nesta sexta-feira (19) de “inédito e incomparável” o “esforço” previsto para nivelar o orçamento da Defesa em até 2% do PIB do país até 2025. A afirmação foi feita durante os votos de Ano Novo ao Exército, na cidade de Toulon, no sul do país. 


Durante seu discurso a bordo no navio Dixmude para cerca de 1,5 mil militares, Emmanuel Macron confirmou que o orçamento para a Defesa francesa foi aumentado em € 1,8 bilhões de euros em 2018, contabilizando um total de € 34,2 bilhões.

Em oito meses, "atravessamos vários momentos capitais para nosso exército e nosso país ", disse o chefe de Estado. "Nós vamos continuar no mesmo ritmo, com a mesma intensidade e a capacidade de intervenção militar da França será mantida em seu ‘melhor nível’”, garantiu.

“Dissuasão nuclear”

Quanto à dissuasão nuclear, "a pedra angular da estratégia de defesa", o chefe de Estado confirmou o lançamento, durante seu mandato, do “trabalho de renovação de nossos dois componentes, oceânico e aéreo”.

Macron, acrescentou que os "debates" sobre esse tema foram "agora decididos". Ele também prometeu "um grande esforço" para a inteligência militar e "capacidades de defesa cibernética aprimoradas".Referindo-se à questão do serviço nacional universal, promessa de campanha, ele assegurou que "será (isso) levado ao fim", respondendo às dúvidas que surgiram no início do ano, especialmente devido ao custo esperado do projeto.

Seis meses após a renúncia do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas da França, o general Pierre de Villiers, por causa de desacordos relativos ao orçamento, Emmanuel Macron lembrou que o montante da provisão para operações externas (Opex) foi aumentado para € 650 milhões, um aumento de € 200 milhões, e atingirá e € 1,1 bilhão em 2020.

"Serei extremamente exigente sobre o uso desse dinheiro", disse ele. Nossa defesa é absolutamente uma prioridade e eu devo assumir estas escolhas perante a nação, “mas vocês sabem que isso se traduz em uma redução nos recursos alocados para outras políticas”, ressaltou.

Derrota do grupo Estado Islâmico

No campo das operações militares, o presidente confirmou que o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria estava "quase totalmente derrotado". A coalizão internacional que luta contra o grupo jihadista deve obter a "vitória militar no terreno nas próximas semanas", afirmou.

"Este não será o fim deste combate, mas vamos adaptar o nosso sistema nacional de acordo com a situação operacional durante este ano e quero agora que nos comprometamos resolutamente na estabilização, reconstrução e assistência às populações, junto com nossos parceiros ", concluiu.