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Macron pede aumento de sanções contra regime de Maduro na Venezuela

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O presidente francês Emmanuel Macron e seu homólogo argentino, Mauricio Macri, no Palácio do Eliseu, em 26 de janeiro de 2018. REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente francês Emmanuel Macron denunciou nesta sexta-feira (26), a "inaceitável destruição autoritária" em curso, segundo ele, na Venezuela, e expressou seu apoio a um aumento de sanções europeias e de outros países com vínculos comerciais fortes com Caracas, uma ação que visa atingir o regime de Nicolás Maduro.


O chefe de Estado francês fez a declaração ao fim de um pronunciamento nesta sexta-feira (26) ao lado de seu homólogo argentino, Mauricio Macri, no Palácio do Eliseu, em Paris. Macron fez referência à “degradação da situação na Venezuela e à deriva autoritária inaceitável do regime atual".

"Infelizmente, as coisas estão indo na direção errada", acrescentou. "Decidiremos em nível europeu se aumentaremos as sanções. Eu sou bastante favorável, mesmo se tomamos sanções individuais contra líderes venezuelanos que possuem um impacto que permanece limitado”, acrescentou.

"Eu gostaria que pudéssemos ir além [nas sanções] levando em conta as decisões recentes [de Nicolás Maduro] e o autoritarismo", disse ele. "Eu também espero que países que compartilhem nossos valores e nosso compromisso com os Direitos Humanos, e que tenham muitos laços econômicos com a Venezuela, tomem medidas de sanção efetivas”, acrescentou o presidente francês.

Eleições?

Por seu lado, Mauricio Macri estimou que Nicolas Maduro continuou a "violar o sistema", apesar da pressão diplomática e mais uma vez pediu a realização de "uma eleição livre, aberta e transparente, onde os venezuelanos possam se expressar e começar a construir um futuro”.

O Supremo Tribunal da Venezuela proibiu na quinta-feira (25) a principal coalizão de oposição ao presidente Nicolás Maduro, a Mesa de Unidade Democrática (MUD), de apresentar uma candidatura única na eleição presidencial prevista para antes do final de abril.