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Preenchimento facial de longa duração é estrela de congresso em Paris

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Aula de anatomia no Imcas 2018, realizado no Palais des Congrès de Porte Maillot, com exibição de vídeos de técnicas cirúrgicas. RFI

O congresso Imcas 2018, um dos maiores eventos do mundo de estética, cirurgia plástica e dermatologia cosmética, abriu as portas nesta quinta-feira (1) em Paris com a participação de 8 mil especialistas de todas as regiões do mundo. A presença de brasileiros é marcante nesta 20ª edição.


Entre as novidades do Imcas 2018, a mais celebrada pelos especialistas brasileiros é o lançamento em março no Brasil de um novo tipo de preenchimento facial de maior durabilidade, o Ellansé, fabricado pelo laboratório francês Sinclair Pharma. O tratamento de rejuvenescimento de nova geração é composto de estimuladores de colágeno biorreabsorvíveis (polycaproctalone). O produto é utilizado na Europa há cerca de seis anos, segundo o cirurgião plástico português Eduardo Matos, mas promete superar os concorrentes por proporcionar um intervalo maior entre as aplicações.

Nos corredores do congresso, a cirurgiã plástica Patrícia Leite, de Belo Horizonte, diz que o que mais chamou sua atenção no primeiro dia de palestras foi a questão da durabilidade dos preenchedores e as diferentes técnicas de aplicação dos fios de sustentação para apagar as marcas do tempo. "O Ellansé foge do ácido hialurônico, tem maior durabilidade e pode mostrar resultado por até quatro anos", comenta. "Eu acho essa questão do tempo super importante, porque as mulheres têm essa demanda. Vai custar um pouco mais caro, mas vai durar bem mais", afirma. "A gente vai poder fazer o rejuvenescimento facial sem que a paciente tenha que voltar na clínica no ano seguinte", garante.

A dermatologista Mecleine Dantas, de Recife, ouve falar do Imcas há muitos anos, mas esta é a sua primeira participação no evento. Ela considera a interface entre cirurgia plástica e dermatologia estética o aspecto mais atraente do congresso, como as novas técnicas de aplicação dos fios absorvíveis para lifting facial e de hidratação cutânea para rugas superficiais.

A também dermatologista Juliana Fontan, colega de Mecleine Dantas em Recife, aprecia as aulas de anatomia de cadáver aplicadas a preenchedores, como por exemplo para a toxina botulínica (botox) ou para os fios de sustentação. "Os palestrantes mostram como se faz a secção no cadáver, por exemplo na face, e mostram ao mesmo tempo "in vivo" a aplicação do preenchedor", explica Juliana. "Em termos de técnica, é a parte mais interessante do congresso. Com um bom conhecimento de anatomia, aprendemos a evitar aquele artéria próxima da região onde vamos aplicar o produto", acrescenta a médica.

Renata Brasileiro, dermatologista em Salvador, nota que França, Suíça e Estados Unidos estão bastante avançados na produção de substâncias de preenchimento de rugas. Além de buscar os resultados mais naturais, ela privilegia a segurança do produto.

Brasil é referência em cirurgia estética

Para o cirurgião Eduardo Matos, o Brasil continua sendo um país de referência em cirurgia estética. Com a experiência que ele tem em Lisboa, e também tendo se aperfeiçoado no Brasil, o médico diz que as mulheres europeias ainda não têm a mesma demanda e o ideal estético das brasileiras, principalmente em plástica corporal, mas isso não impede que os industriais continuem investindo em novas tecnologias.

O português, que nesta quarta-feira deu uma aula de anatomia em cadáver para um grupo de brasileiros participantes do Imcas 2018, cita a busca constante dos industriais pelo desenvolvimento de técnicas de rejuvenescimento e embelezamento não invasivas. Ele destaca, por exemplo, o surgimento nos últimos anos da radiofrequência e do Coolsculpting, duas técnicas para queimar a gordura localizada que dispensam a lipoaspiração.