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Paris Carnaval Desfile

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Carnaval de Paris leva a folia para as ruas da capital há 21 anos

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O desfile do Carnaval de Paris de 2015. ’Isabelle Malandrin/Carnaval de Paris

Já começa a ser uma tradição. Pelo 21° ano consecutivo, acontece neste domingo (11) o desfile do Carnaval de Paris. Vários grupos de batucada brasileira animam a folia de rua parisiense.


Os foliões parisienses, entre eles muitos brasileiros, enfrentam o frio desfilando a partir das 14h (11h em Brasília). É o tradicional desfile do “boi gordo”, que acontece antes do “Mardi Gras” (terça-feira de Carnaval) e do início da quaresma. A folia começa na Praça Gambetta, no 20° distrito, e termina da Praça da República, no centro da capital.

A neve e a chuva deram uma trégua e o clima promete ser festivo e alegre, acredita Basile Pachkoff, o organizador do desfile. “Nunca tivemos problemas de assédio ou violência”, garante, em referência à preocupação atual das mulheres registrada pelo movimento #MeToo.

Cartaz do Carnaval de Paris 2018. Divulgação

Como em 2016, cerca de cinco mil foliões são esperados. O tema escolhido deste ano é “os contos de fadas”, mas assim como a participação, a escolha da fantasia é livre. “Eu vou com meu chapéu de chifre de boi”, conta Pachkoff.

O ritmo fica por conta de grupos da batucada brasileira parisienses, como o Sambinho ou Lezard Tape.

Tradição do século 18

O Carnaval de Paris é uma iniciativa da associação Direito à Cultura, que recuperou uma tradição antiga. Os primeiros registros do “Boi Gordo” são de 1739, mas o desfile se popularizou de verdade em meados do século 19. Na época, a festa era tão importante que a rainha do Carnaval de Paris era recebida pelo chefe de Estado no Palácio do Eliseu. Os organizadores garantem inclusive que foi o desfile de rua parisiense que influenciou, em 1897, o Carnaval do Rio.

Uma disputa entre a prefeitura de Paris e o governo francês interrompeu a festa do “Boi Gordo”. Durante 46 anos, a folia ficou de fora das ruas da capital, até reviver em 1998. A cada ano, o entusiasmo e a adesão dos parisienses aumenta, mas ainda é cedo para imaginar a rainha do Carnaval de Paris sendo recebido de novo pelo presidente francês no Palácio do Eliseu.