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França Givenchy Alta-Costura

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Moda perde Givenchy, um dos maiores nomes da alta-costura

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Hubert de Givenchy durante seu último desfile em Paris em 11 de julho de 1995 GERARD FOUET / AFP

Morreu nesta segunda-feira (12), Givenchy, um dos últimos grandes nomes da alta costura francesa. Foi seu companheiro, Philippe Venet, também estilista, que anunciou seu falecimento, ocorrido no sábado (10).


De acordo com Venet, Givenchy morreu enquanto dormia. "Entre os criadores que colocaram Paris definitivamente no topo da moda mundial a partir dos anos 1950, Hubert de Givenchy deu à sua maison um lugar à parte. Tanto por seus vestidos longos de gala, como por seus trajes diários, Hubert de Givenchy soube reunir duas qualidades raras: ser inovador e atemporal", disse Bernard Arnault, presidente da LVMH, líder mundial da indústria do luxo.

A maison Givenchy também prestou homenagem a seu fundador, uma "personalidade inesquecível do mundo da alta-costura francesa, símbolo da elegância parisiense durante mais de meio século", disse a empresa em um comunicado.

"Hoje ainda, sua abordagem da moda e sua influência perduram. Sua obra continua sendo tão pertinente hoje como antes". Uma grande exposição do trabalho de Givenchy foi realizada no ano passado, em Calais, no norte da França, região de que o estilista era originário.

Ele vestia Audrey Hepburn

De origem nobre, Hubert Taffin de Givenchy nasceu em Beauvais, na região de Paris. De seu primeiro desfile em 1952 até 1995, Hubert de Givenchy marcou o mundo da moda pela elegância de suas criações, como o famoso tubinho preto usado por Audrey Hepburn em "Bonequinha de luxo" (1961). Em 1998, sua empresa foi vendida para o grupo LVMH.

O estilista teve como mentor o espanhol Cristóbal Balenciaga, que sempre o apoiou e financiou. Ele também foi o primeiro assistente de Elsa Schiaparelli e depois diretor artístico da Maison Schiaparelli. O apogeu de Givenchy aconteceu nos anos 1950.

Entre as clientes fiéis de Givenchy figuravam também nomes como Jacqueline Kennedy, Grace de Monaco, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Jeanne Moreau e Ingrid Bergman, entre muitas outras.