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Protesto em Paris marca um mês do assassinato de Marielle Franco

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Manifestantes se reuniram diante da prefeitura de Paris para lembrar um ano da morte de Marielle Franco RFI/Paloma Varón

Dezenas de pessoas se reuniram neste sábado (14) diante da prefeitura de Paris em um protesto em homenagem à vereadora brasileira Marielle Franco, assassinada há um mês. O grupo pede justiça após o crime, que permanece impune.


Cerca de 40 pessoas, brasileiros e franceses, compareceram ao ato diante da prefeitura da capital francesa. O prédio expõe em sua porta, há algumas semanas, uma foto da vereadora brasileira, acompanhada da mensagem “Paris não esquece Marielle Franco”.

Carregando bandeiras do Brasil com faixas pretas representando o luto, os participantes do protesto deste sábado empunhavam cartazes com frases como “Quem mandou matar Marielle?”, ou ainda “Stop Killing Us – Black, Woman, LGBT” (Parem de nos matar – Mulheres, Negros e LGBT). Velas também foram acesas e um minuto de silêncio foi observado.  

Paris já foi palco de outros protestos após o assassinato da vereadora. Três dias após sua morte, um grupo de cerca de 200 brasileiros e franceses se reuniu em frente à Ópera da cidade para uma marcha intitulada “Justiça para Marielle Franco”. Manifestações de solidariedade também foram registradas em outras cidades europeias.

Logo após o assassinato, a imprensa internacional se interessou pelo caso. Alguns jornais especularam sobre a motivação política do da morte da brasileira, enquanto a mídia francesa apontou que o ativismo da vereadora “incomodava a polícia, o governo e os militares no Brasil”.

Foto de Marielle Franco está exposta diante da prefeitura de Paris, onde foi realizado o protesto um mês após o assassinato da vereadora brasileira RFI/Paloma Varón

Autores ainda não foram punidos

Na sexta-feira (13), a Anistia Internacional pediu novamente ao governo brasileiro que esclareça o assassinato da vereadora. “A sociedade precisa saber quem matou Marielle e por quê. A cada dia que passa e este caso permanece sem respostas, o risco e ameaças em torno dos defensores e defensoras de direitos humanos aumentam”, declarou Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil.

“O assassinato de uma vereadora, defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e lésbica, tem, claramente, a intenção de silenciar sua voz e de gerar medo e insegurança. Mas vamos continuar levantando nossas vozes. Desde que Marielle foi morta, as pessoas no Brasil e em todo o mundo, se mobilizaram e não descansarão até que a verdade seja conhecida e a justiça seja feita. Eles tentaram nos calar, mas nós mostramos que não estamos com medo”, concluiu a diretora da Anistia.