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Air France Greve Crise

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Patrão da Air France pede demissão após rejeição de acordo salarial

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O patrão da Air France, Jean-Marc Janaillac, se demitiu nesta sexta-feira (4) REUTERS/Philippe Wojazer

O chefe da companhia aérea francesa Air France, Jean-Marc Janaillac, anunciou nessa sexta-feira (4) sua demissão, após a rejeição de um acordo salarial que estava submetido ao voto dos funcionários. A continuação do executivo no cargo dependia do resultado da proposta


“Eu assumo as consequências desse voto e oficializarei nos próximos dias minha demissão”, declarou Janaillac, lamentando “um imenso desperdício que vai alegrar nossos concorrentes e danificar nossas alianças e nossas equipes”.

Segundo um comunicado da companhia, que está em seu 13° dia de greve, o patrão de 65 anos convocará o conselho administrativo no dia 9 de maio. O acordo salarial proposto pela direção previa um aumento geral de salário de 7% de 2018 a 2021. 80,33% dos 46.771 funcionários da Air France participaram da consulta e rejeitaram o projeto em 55,44% dos votos.

“Esse voto é a tradução de um desconforto, ele exige uma transformação profunda”, disse Janaillac. O primeiro-ministro Édouard Philippe disse que os franceses vão ter de “apertar os cintos de segurança pois as turbulências não serão poucas”.

Crise intensa

A demissão do chefe da Air France acompanha o anúncio da perda de €269 milhões no primeiro trimestre de 2018. O custo dos onze primeiros dias de greve foi de €300 milhões, o equivalente a €25 milhões por dia.

Nessa sexta-feira, as negociações com os sindicatos da Air France estiveram mais que nunca paralisadas. Os grevistas pedem 5,1% de aumento em duas parcelas em 2018: 3,8% em abril e 1,3% em outubro.

As reivindicações são consideradas pela direção um descaso aos esforços da companhia aérea francesa para tentar se recuperar do atraso competitivo com relação às concorrentes do Golfo e as low-cost europeias.