rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Festival França Música Brasileiros

Publicado em • Modificado em

Metaleiros brasileiros levam verde e amarelo ao festival de metal Hellfest, no oeste da França

media
Grupo de brasilienses no festival Hellfest, em Clisson, oeste da França. Daniella Franco/RFI

Entre os milhares de frequentadores do festival de metal Hellfest, em Clisson, no oeste da França, há também brasileiros. Fãs de metal ou apenas curiosos em participar de um dos eventos musicais mais célebres do país, eles se destacam na multidão, majoritariamente vestida de preta, ao exibir bandeiras do Brasil.


Daniella Franco, enviada especial da RFI a Clisson

Na maré de headbangers, o verde e amarelo é uma exceção e sempre uma boa surpresa. Os brasileiros que frequentam o Hellfest podem ser fãs de metal, mas alguns também participam do festival por curiosidade ou simplesmente para fazer parte da grande festa que é o evento.

O brasiliense André leva a bandeira do Brasil amarrada na cintura. Junto dele, vários amigos brasileiros fãs de metal circulam pelo festival. André já tocou em várias bandas hardcore, “escuta metal desde criança” e não veio assistir aos grupos mais famosos que passam pelo Hellfest. À RFI conta que prefere as bandas mais alternativas do estilo. “Já fui em vários festivais no Brasil, também na Austrália, mas esse é meu primeiro na Europa. Até agora, estou aprovando”, disse neste sábado (23).

O brasiliense André participa dos três dias do Hellfest. Daniella Franco/RFI

Do grupo brasiliense também faz parte Vicente, que participa do Hellfest pela quarta vez com amigos, em edições alternadas. “A gente vem um ano e, no seguinte, junta dinheiro para poder vir no próximo novamente”, conta. O que mais o atrai a Clisson é a variação da programação, que oscila entre vários estilos do metal. “Para mim, não há dúvidas de que esse é o melhor festival, e que, por sinal, que está ficando cada vez maior, gigante”, observa.

Letícia, amiga de Vicente, desaprova a expansão do Hellfest, nesta quarta edição que frequenta do evento. “Está ficando grande demais, muito lotado, tem fila para tudo, mas a gente já vem sabendo como é e sempre é divertido”, avalia. Por isso, a brasiliense já garantiu, na sexta-feira (22), durante primeiro dia do evento, sua entrada para o Hellfest 2019.

O acriano Romeu não passa despercebido ao exibir um lenço amarrado no braço com a bandeira do Brasil. Morando há dois anos em Lyon, no leste da França, ele está pela segunda vez no festival de Clisson, que classifica como “a Disneylândia do headbanger”. Romeu, que pretende assistir aos grandes grupos do evento, como Iron Maiden, Megadeth e Judas Priest, elogia o clima do Hellfest: “aqui você encontra gente de vários lugares do planeta, mas é como se estivéssemos em família, todo mundo se respeita e se diverte na paz”.

O acriano Romeu (segundo da direita para a esquerda) e os amigos franceses. Daniella Franco/RFI

Samba e Neymar no Hellfest

Nem só de metaleiros é formado o público do Hellfest. Um exemplo é a carioca Sochane, que admite que veio ao festival a convite do marido, não conhece os grupos, mas dançava animada ao som dos veteranos do Europe. “Vim mesmo pela festa”, diz sorridente e sem esconder que o samba é seu ritmo preferido.

Sochane é natural do Rio de Janeiro e mora em Nantes, oeste da França. Daniella Franco/RFI

Já o pernambucano Leandro, enrolado na bandeira do Brasil, está mais interessado em comentar a vitória de 2 a zero do Brasil sobre a Costa Rica, na Copa do Mundo, no sábado. Os amigos franceses com quem Leandro veio ao Hellfest revelam que, na verdade, ele é fã de hip-hop. Quando o pernambucano é questionado qual banda veio ver, ele aponta, orgulhoso, para o boné que usa, onde lê-se em letras garrafais: “Neymar”.

O pernambucano Leandro prefere futebol ao metal, mas foi conhecer o Hellfest. Daniella Franco/RFI