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Banksy pinta muros de Paris para chamar atenção ao drama de refugiados

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A obra do artista Banksy faz parte de uma série de novas obras descobertas neste final de semana e espalhadas pelas ruas da capital. Philippe LOPEZ / AFP

Incógnito, Banksy passou novamente por Paris, onde deixou sua marca em pelo menos três locais públicos. Os muros da capital francesa foram o suporte para as obras com teor político e que questionam a crise dos migrantes na Europa.


Os trabalhos do artista de rua mais famoso do Reino Unido foram reconhecidos nesse fim-de-semana.  Uma das pinturas exibe um homem com um serrote, dando comida a um cachorro com uma pata cortada. Outros desenhos apresentam ratos, mais uma de suas marcas.

A primeira obra de Banksy em Paris havia sido identificada na região de Porte de la Chapelle, perto de um centro de acolhimento de migrantes, durante a Jornada Mundial de refugiados da ONU, ocorrida em 20 de junho.

No Canadá, alvo de roubo

Enquanto os franceses apreciam o surgimento de novos trabalhos de Banksy nas ruas da capital, a polícia de Toronto, no Canadá, investiga o roubo de uma gravura do artista britânico que estava em exposição num prédio industrial convertido em galeria.

Segundo a porta-voz da polícia canadense, as autoridades receberam uma chamada sobre uma invasão no oeste da cidade, no dia 17 de junho. "Em algum momento, naquele domingo, uma gravura de Banksy desapareceu da mostra", disse Jenifferjit Sidhu, ao anunciar o início das buscas.

A obra roubada se chama "Trolley Hunters" e mostra homens em trajes primitivos em um campo de grama alta, apontando lanças pontiagudas. O trabalho é avaliado em cerca de 45.000 dólares canadenses, o equivalente a € 29.604.

A exposição Banksy's Art reúne 80 obras originais do artista, pertencentes à coleções particulares emprestadas para essa ocasião, incluindo esculturas, serigrafias, pinturas e peças multimídia. Toronto é a sexta cidade do mundo a receber a mostra, a primeira na América do Norte.

A turnê é organizada pelo ex-empresário do artista, Steve Lazarides, e não havia sido autorizada pelo próprio Banksy, que cultiva o maior segredo sobre sua identidade.