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França Islã Atentado Muçulmano

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França: prisão de radicais de direita que planejavam atentados contra muçulmanos preocupa Islã

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Dois homens que pertenciam ao movimento de extrema-direita radical foram presos neste sábado (23) AFP

O Conselho francês do Culto Muçulmano (CFCM) reagiu com preocupação nesta segunda-feira (25) à prisão de dez militantes de um grupo de radicais em diferentes regiões do país, que planejava atentados contra muçulmanos.


O ministro do Interior francês, Gérard Collomb, receberá os representantes do Islã francês nesta segunda-feira (25). Em um comunicado, o presidente do CFCM, Ahmet Ogras, disse que pedirá ao governo que “tome todas as medidas necessárias para que os projetos contra a comunidade muçulmana não se realizem”. Entre os alvos dos extremistas de direita foram citados Imãs, mesquitas, detidos radicalizados prestes a deixar a prisão ou mulheres com véu, escolhidas por acaso na rua. “Sejam vigilantes”, declarou o representante religioso aos muçulmanos que vivem na França.

As prisões dos radicais do grupo de ultradireita AFO (Ação das Forças Operacionais), aconteceram na Córsega, na região parisiense e no oeste da França. Entre os detidos está o suposto chefe da rede, Guy S., um policial aposentado. De acordo com os investigadores, os suspeitos tinham um plano, ainda indefinido, “que visava pessoas de confissão muçulmana”. Alguns deles já tinham armas registradas em seus nomes.

Um pequeno laboratório para fabricação de explosivos artesanais também foi encontrado na casa de uma das pessoas detidas na operação, segundo a rádio francesa France Info.

Ressurgimento da ultradireita radical

Segundo a DGSI, o serviço secreto francês, na França está ocorrendo um ressurgimento da ultradireita com “pequenos grupos que competem entre si”, na luta contra a “islamização da França”. A justificativa é o medo gerado pela ameaça jihadista.

Em outubro de 2017, os serviços antiterroristas do país já haviam desmantelado um outro grupo liderado por Logan Nisin, ex-militante do movimento “Action Française”. Ele reconheceu ter fundado um grupo batizado de OAS, inspirado na organização política e militar responsável contra uma campanha sangrenta contra a independência da Argélia nos anos 60.