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“Vovó jihad”: francesa de 52 anos é condenada por financiar o terrorismo

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Christine Rivière durante seu processo em Paris, no dia 4 de junho Benoit PEYRUCQ / AFP

Apelidada de “vovó jihad”, a francesa Christine Rivière, mãe de um jihadista francês que partiu para a Síria, recebeu nesta terça-feira (3) a confirmação da pena de dez anos de prisão, anunciada em outubro do ano passado. Com 52 anos, ela é acusada de “associação com malfeitores e financiamento do terrorismo”.


Christine Rivière é mãe de Tyler Vilus, jihadista francês que a converteu ao extremismo religioso. A “vovó jihad” foi detida na casa de seu filho mais velho pouco antes de partir de vez para a Síria, após ter visitado o país por três vezes.

“Ela nunca tentou convencer seu filho a abandonar o terrorismo, mas, pelo contrário, o encorajou”, afirmou o advogado geral que cuidou do caso. “Ela não queria ir à Síria para se juntar a seu filho, mas por vontade própria”.

“Útil em território francês”

Christine se declarava “útil” na França e, de acordo com o procurador, seu dossiê “explica essa utilidade”. “Ela era útil para recrutar candidatos jihadistas, servir de administradora e recolher fundos para o terrorismo”.

“Cometi o erro de encorajar Tyler”, disse Christine Rivière no primeiro dia de seu processo, no começo de junho. “Há várias coisas que eu não devia ter feito, hoje me dou conta”. Seu advogado, Me Tohomas Klotz, argumentou que havia uma “relação intensa e nociva” entre mãe e filho.

“Havia uma dimensão psiquiátrica e psicológica que queríamos usar em sua defesa, mas não permitiram”, lamentou o advogado de defesa da acusada. O filho, Tyler, foi detido na Turquia e extraditado à França em 2015, onde permaneceu em detenção provisória.

Desde janeiro de 2015, uma onda de atentados jihadistas fez 246 mortos na França.