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“Aquecimento global é desafio do presente e do futuro para a produção de vinho”, diz enóloga brasileira à frente da OIV

Por Adriana Brandão

A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), sediada em Paris, será presidida pelos próximos três anos pela enóloga brasileira Regina Vanderlinde, entrevistada pelo RFI Convida desta sexta-feira (13).

A candidatura de Vanderlinde foi apoiada pelas autoridades brasileiras e é importante para o setor vitinícola do país. “O Brasil tem desenvolvido bastante a vitinicultura nos últimos anos. Temos produtos hoje que são capazes de concorrer com qualquer outro internacional. Principalmente no setor de espumantes, que têm levado muitos prêmios em concursos internacionais”, diz a enóloga.

Para Regina, a terceira mulher eleita presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho, trata-se de um reconhecimento para os vinhos produzidos no Brasil e na América do Sul. A professora da Universidade de Caxias do Sul, e enóloga com doutorado na Universidade de Bordeaux, uma das maiores regiões produtoras de vinho da França, explica que a OIV é uma organização intergovernamental, e oficial dos países-membros, e não aceita candidaturas espontâneas individuais.

“Eu não poderia me candidatar a esse cargo, é uma indicação do país-membro. A OIV representa e discute todos os temas relevantes para a vitinicultura mundial. Todos os experts de cada país são enviados para que seja feito esse fórum de discussão, que aborda vários temas, como métodos de análise, práticas enológicas, limites de produtos, etiquetagem, dados estatísticos organizados e divulgados pela instituição”, diz a especialista.

A organização, segundo Vanderlinde, é responsável pela qualidade do vinho que chega à mesa do consumidor. “A OIV trata desde a uva, perpassa todas as etapas de produção do vinho, até chegar ao consumidor. Existe um grupo que trata, inclusive, da saúde do consumidor”, lembra Vanderlinde. “Pretendo dar especial atenção a questões que afetam o setor vitivinícula mundial como o aquecimento global, a sustentabilidade, trocas comerciais mais transparentes”, afirma a enóloga, lembrando que “o aquecimento global é desafio do presente e do futuro para a produção de vinho mundial”.

*Para assistir a entrevista na íntegra, clique no vídeo abaixo:

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