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Hamilton de Holanda faz nova turnê na Europa

Por Maria Paula Carvalho

Ele é conhecido na imprensa francesa como o “Príncipe do Bandolim”. No Brasil, ele é o Rei. Hamilton de Holanda está em turnê internacional: o artista faz show nesta quinta-feira (26), na Córsega, antes de seguir para a Inglaterra.

“Eu estou feliz demais por voltar à França, onde já toquei em diversos festivais no tempo que morei em Paris, em 2001. É uma alegria estar de volta e reencontrar algumas pessoas e esse ambiente que eu adoro”, conta o instrumentista.

Segundo os críticos, Hamilton de Holanda praticamente reinventou o bandolim, ao adicionar duas cordas extras, passando a 10 no total. O aumento do número de cordas, aliado à velocidade de solos e improvisos, inspirou toda uma nova geração a se aproximar deste instrumento. Nos Estados Unidos, a imprensa logo o apelidou de “Jimmy Hendrix do bandolim”.

“A gente pensa sempre em fazer algo que emocione, que nos agrade e agrade as pessoas, que de alguma maneira transforme a vida delas por alguns momentos. Fico feliz de ver o bandolim de dez cordas sendo tocado por outros músicos, ver jovens se interessando por esse instrumento”, diz o compositor. “É uma busca constante pela evolução, mas também valorizando os mestres como Dominguinhos, Pixinguinha ou Tom Jobim”, completa. “Eu gosto muito da música de outros países também, gosto do flamenco, do jazz, da música da Venezuela, música clássica”, explica, ao falar de suas influências.

Instrumento antes da alfabetização

Hamilton de Holanda começou a tocar aos 5 anos de idade e a se apresentar aos 6. Uma precocidade natural para quem é filho, neto, sobrinho e irmão de músicos. 

"É um presente que eu ganhei, ter grandes músicos sempre tocando comigo, ensaiando, e ter nascido nesse ambiente musical. Poder proporcionar momentos de alegria com a família e os amigos, isso sempre foi muito natural", lembra.

Uma bagagem familiar que, posteriormente, foi lapidada no bacharelado em Composição pela Universidade de Brasília e com a prática das rodas de choro e samba.

“Desde pequeno eu tive contato com a música popular nas rodas de choro e, ao mesmo, estudava os compositores clássicos. Eu sempre tive essa porta aberta para dois universos que são diferentes. Um representa a modernidade e o outro a tradição, mas o mais importante é o momento presente.”

Ao longo da carreira, Hamilton de Holanda coleciona diversos prêmios. O músico já teve oito indicações ao Grammy Latino, e foi vencedor em duas edições: em 2016, na categoria de Melhor Disco Instrumental com “Samba de Chico” e, em 2015, na categoria Melhor Canção Brasileira com “Bossa Negra”.

"Eu nunca deixo a relação com a música virar uma coisa rotineira ou chata, na verdade a música ajuda a descomplicar a vida", conclui.

 

 

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