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Faxineira de creche é acusada de dopar bebês

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Funcionária de 53 anos é suspeita de drogar dois bebês. Foto ilustração LOIC VENANCE / AFP

Uma funcionária de limpeza foi acusada de colocar ansiolíticos nas mamadeiras de duas crianças em uma creche de Seine-Saint-Denis, na periferia de Paris. A mulher de 53 de anos foi indiciada nesta sexta-feira (27) pelo Ministério Público, confirmando uma informação da revista semanal Le Point.


O caso começou a ser investigado no começo do mês passado. Após notar a sonolência e a perda de equilíbrio de uma criança de 1 ano e 4 meses que tinha acabado de comer o lanche da tarde, funcionários da creche acionaram o serviço médico. O bebê foi então encaminhado para o hospital onde ficou três dias internado.

Valium

Os exames de sangue revelaram traços de benzodiazepina, um ansiolítico, comercialmente conhecido como Valium. Duas semanas depois, um outro bebê, de apenas nove meses, apresentou os mesmos sintomas e também foi internado.

A diretoria do hospital alertou então o Ministério Público que iniciou a investigação. Além disso, o órgão também ordenou que medidas internas fossem aplicadas: pais foram proibidos de entrar na creche, a segurança foi reforçada e a presença de duas pessoas na preparação das mamadeiras passou a ser obrigatória.

Funcionária já havia agredido idoso

Em julho, a funcionária de 53 anos que trabalha na limpeza da creche desde janeiro foi alvo de um mandado de detenção provisória, indiciada e colocada em liberdade condicional. Na segunda-feira (23) ela foi suspensa provisoriamente até o fim da investigação.

Na casa da funcionária, a polícia encontrou uma receita médica contendo medicamentos com as mesmas moléculas encontradas nos exames das duas crianças. Durante o período de detenção provisória, a mulher, que já havia sido investigada por agredir um idoso em 2012, disse estar depressiva.

Até o fim da investigação, a creche que acolhe diariamente 90 crianças, irá reforçar a segurança. A investigação ficará a cargo da polícia civil de Seine-Saint Denis.

Com informações da AFP