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França Assembleia Congresso Alexandre Benalla Escândalo Emmanuel Macron

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Sem relatório final e com muitas críticas, deputados encerram inquérito sobre escândalo Benalla na França

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O ex-colaborador do Palácio do Eliseu, Alexandre Benalla (centro), durante os protestos do 1° de Maio na França. REUTERS/Philippe Wojazer

A Comissão de Inquérito da Assembleia Nacional da França sobre o escândalo Benalla, o ex-assessor do presidente francês filmado em flagrante batendo em manifestantes durante os protestos do 1° de maio na França, encerrou nesta quarta-feira (1°) os trabalhos com uma declaração de desacordo e sem produzir um relatório final.


A única medida efetivamente tomada pelos deputados foi dificultar o acesso a crachás permanentes ao Congresso francês. As investigações sobre o caso continuam no Senado, em Paris. A Comissão de leis, que foi dotada de poderes de investigação sobre o processo relativo ao ex-colaborador do Palácio do Eliseu, simplesmente votou a publicação das atas das audiências realizadas durante quatro dias na semana passada.

"Estou orgulhoso do que fizemos, fizemos 11 audiências em tempo recorde" e mais de 500 perguntas, sendo que mais de dois terços delas vieram da oposição”, disse o co-relator Yael Braun Pivet, também presidente da Comissão Jurídica, do partido A República em Marcha (LREM), o mesmo do presidente da França, Emmanuel Macron.

O outro co-relator, Guillaume Larrivé, do partido de direita Os Republicanos (LR), recusou-se a sentar-se com Pivet durante a reunião desta quarta-feira (1°) e chegou a evocar o “destino funesto” da comissão de inquérito, com "audições malfeitas, materiais que não foram devidamente solicitados” e um trabalho de investigação impedido, segundo ele, pela maioria de parlamentares do LREM fieis ao Eliseu.

Crachás de acesso serão mais difíceis de obter

O gabinete da Assembleia Nacional decidiu endurecer nesta quarta-feira as regras de atribuição de crachás de acesso permanente aos membros dos gabinetes, após a revelação de que o ex-colaborador de Emmanuel Macron, Alexandre Benalla, tinha um.

O antigo chefe de missão, indiciado pelos episódios violentos de repressão nos bastidores dos protestos do 1º de maio em Paris, contou que frequentava o ginásio de esportes destinado aos parlamentares e cargos públicos ligados à Assembleia francesa.

"A obtenção de crachás permanentes será reservada agora exclusivamente para chefes de equipe e consultores parlamentares", disse o chefe de gabinete em um comunicado de imprensa. "Esses crachás, tradicionalmente concedidos pelo secretário-geral da Assembleia Nacional, agora deverão ser decididos pelo Presidente da casa. A lista de crachás concedidos ficará disponível para consulta aos membros do conselho ", disse ainda o comunicado.