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Ação de artistas reconstruiu loja-museu incendiada em Paris

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Montagem de insetos em exposição na Deyrolle, em Paris; loja-museu criada em 1831 desperta para sua vocação ecológica Paloma Varón

Um rinoceronte empalhado, baratas e aranhas para todos os gostos – ou desgostos –, elefante, girafa, urso polar, besouros, escorpiões, e borboletas de cores inimagináveis coabitam numa mansão do século XVII no centro de Paris. Este cenário onírico é possível na Deyrolle, uma boutique-museu fundada em 1831 por um naturalista de mesmo nome.


Parte do imaginário parisiense e francês há muitas gerações, a Deyrolle tem uma impressionante coleção de insetos, estimada na casa dos milhares, que não chega perto dos 5 milhões que havia no Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio no dia 2 de setembro passado, mas abrange uma boa parte da nossa rica fauna tropical e de outras zonas do globo terrestre. E, como aconteceu no museu carioca, praticamente toda sua coleção foi destruída por um incêndio, em 2008.

A reconstrução da Deyrolle, autodenominada um “gabinete de curiosidades”, financiada pela seguradora e por artistas, que sempre se inspiraram na coleção da mansão naturalista localizada no número 46 da rua do Bac, se deu rapidamente e a casa reabriu para a visitação alguns meses depois.

A mansão, que abriga a Deyrolle desde 1888 até hoje, pertenceu ao filho do banqueiro de Louis XIV, o Rei Sol, e é por si só um patrimônio histórico de Paris. Conscientes da importância de todo o conjunto, um grupo de artistas transformaram itens da coleção queimada em obras de arte e os leiloaram na Christie’s, doando todo o dinheiro arrecadado à reconstrução da casa e da coleção.

Segundo Francine Campa, diretora da loja, a mobilização dos artistas parece ter deixado a casa ainda mais forte e aberta para o futuro, com projetos em andamento de criação de parques e reservas ecológicas em Versalhes, na China e em Portugal. "A loja se renovou e tem como missão o desenvolvimento sustentável", revela.