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Plano Pobreza Emmanuel Macron

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"Plano Pobreza" de Macron prevê inserção profissional e deve custar € 8 bilhões

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"Plano Pobreza" foi adiado por causa da Copa do Mundo da Rússia LUDOVIC MARIN/ AFP

Os gastos com a “estratégia nacional de luta contra a pobreza” do presidente francês Emmanuel Macron serão de € 8 bilhões, divididos em quatro anos, de acordo com declarações do porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, divulgadas nessa quarta-feira (12). O chefe de Estado deve fazer um discurso na quinta-feira (13) sobre o assunto.


O “Plano Pobreza”, como é chamado, deve começar a valer em janeiro de 2019. “Num contexto em que estamos tomando cuidado com as despesas públicas, é uma escolha política importante”, afirmou Griveaux em uma entrevista publicada pelo site do jornal 20 Minutes.

A vontade do executivo é “colocar o foco na luta contra a pobreza, remunerar melhor e acompanhar os desempregados até as oportunidades, pela educação e pela formação. Vamos oferecer, portanto, os meios”, explicou o porta-voz.

100.000 contratos em canteiros de obras, ateliês e associações

O “Plano Pobreza” prevê, entre outras medidas, o sistema de financiamento de bônus para as creches que acolherem mais famílias desfavorecidas ou com crianças deficientes. Além disso, “vamos contruir 30.000 novas creches”, afirmou Griveaux.

As escolas das chamadas “zonas prioritárias”, dos bairros mais pobres, receberão cafés da manhã gratuitos. O governo também pretende estender para 18 anos – no lugar de 16 – a obrigatoriedade de continuar numa formação, para poder acompanhar de forma mais detalhada os alunos ao mercado de trabalho. A Ajuda Social à Criança também será fornecida até os 21 anos.

Com relação ao emprego, Benjamin Griveaux confirmou o plano do governo de oferecer Contratos de Inserção na Atividade Econômica às pessoas mais distantes da perspectiva de encontrar um trabalho. “Serão contratos em canteiros de obras, ateliês ou em associações. Serão 100.00 até o fim do mandato”, disse Griveaux. “Também criaremos uma ‘garantia de atividade’ que deve permitir o acompanhamento de 30.000 desempregados”.

Chamado de “presidente dos ricos” pela oposição e após ter adiado o “Plano Pobreza” por causa da Copa do Mundo de 2018, Macron deve ser o centro das atenções nessa quinta-feira, durante seu discurso no Museu do Homem em Paris.