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Emmanuel Macron Alexandre Benalla Agressão

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Benalla é ouvido pelo Senado e nega ter sido guarda-costas pessoal de Macron

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Alexandre Benalla e Emmanuel Macron em 12 de abril REUTERS/Gonzalo Fuentes

O ex-funcionário do Palácio do Eliseu, Alexandre Benalla, acusado de espancar manifestantes durante os protestos do dia 1° de maio em Paris, compareceu nesta quarta-feira (19) ao Senado para dar explicações sobre o caso. Ele afirmou que “jamais foi guarda-costas” do presidente francês Emmanuel Macron e que portava uma arma ocasionalmente “para sua segurança pessoal”. Benalla também denunciou o que classificou de “uso político” de sua imagem.


Benalla, de 26 anos, chegou atrasado à audiência no Senado. Ele havia recusado, num primeiro momento, colaborar com a comissão que investigaria as acusações de agressão aos manifestantes. Senadores do partido de Macron, A República em Marcha, boicotaram o evento.

O jovem foi evasivo, disse ter um “profundo respeito pelo Senado e pelos senadores” e pediu desculpas a Philippe Bas, presidente da comissão, por tê-lo chamado de “pequeno marquês”. A agressão ao manifestante não foi evocada nem justificada mas Benalla afirmou que houve uma tentativa de manipular o caso politicamente.

“Senti um interesse da mídia, um interesse político, e tive a impressão de que um certo número de pessoas fizeram um uso das instituições de nosso país com fins políticos e manipuladores”, disse o ex-funcionário do Eliseu, que também lamentou as “fake news” a seu respeito. “Não leio mais os jornais”, disse.

Caso foi tratado como “escândalo político” na França

De acordo com Benalla, ele tinha cinco missões para o governo: a organização de deslocamentos nacionais do chefe de Estado, a organização de deslocamentos privados, a organização de eventos no Eliseu, a gestão de presentes diplomáticos e a coordenação de serviços de segurança.

Quando questionado sobre o cargo ele ocupava atualmente, Benalla respondeu apenas “Pôle emploi” – nome de um serviço social francês que ajuda desempregados a encontrarem um trabalho e uma carreira profissional, conhecido por suas longas filas e pouco desempenho.

Desde sua revelação pelo jornal Le Monde, o caso Benalla tem sido tratado na França como um escândalo político grave. O que, é claro, só contribuiu para diminuir ainda mais a popularidade de Macron, que não consegue se distanciar de uma imagem elitista e de “presidente dos ricos”. O chefe de Estado fez mesmo uma ligação, na terça-feira (18), ao presidente do Senado, Gérard Larcher, afirmando que a separação dos poderes estava em risco com a comissão de investigação do caso Benalla, já que o Parlamento não deveria ter o direito constitucional de controlar o Eliseu.

Com informações das agências de notícia internacionais