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França Greve Hospital Médicos Crise financeira

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Grevistas montam acampamento em hospital psiquiátrico para garantir o tratamento dos pacientes

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Há 3 meses, parte da equipe está protestando noite e dia acampada nas instalações do hospital L. Conde/RFI

Primeiro hospital criado especialmente para tratar pessoas com distúrbios mentais, na região da Picardia, no sudoeste da França, o Centro Hospitalar Phillipe Pinel fechou quatro serviços de atendimento em quatro anos.


Lídia Conde, especial para RFI

“Não temos como tratar um paciente corretamente, o fechamento de serviços não exclui a necessidade que um paciente tem dos tratamentos prescritos, o que significa a falta de um leito e de profissionais que se ocupariam desse paciente que continua na instituição”, afirma Chrystel L’Eclerc, enfermeira psiquiátrica e membro da CGT.

"Nos serviços planejados para 20 pessoas, acrescentamos leitos adicionais e chegamos a internar entre 25 e até 28 pacientes", diz ela, denunciando uma "promiscuidade insuportável". "Isso é feito com o objetivo de economizar dinheiro, não para melhorar o tratamento”, conclui a enfermeira.

Há três meses, parte da equipe está protestando noite e dia acampada nas instalações do hospital e as reivindicações são uma mesa redonda para esclarecer os pontos de divergência entre os funcionários, a direção e ARS (Agência Regional de Saúde), melhores condições de trabalho e a construção de projetos para otimizar os serviços. “O problema é que se não forem contratados profissionais para o tratamento básico dos pacientes, eles não serão curados como deveriam e vão voltar para a instituição com necessidades mais específicas e vão necessitar de leitos e outros tratamentos, é um ciclo vicioso”, completa a enfermeira.