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França Emmanuel Macron

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Popularidade de Emmanuel Macron atinge nível mais baixo desde posse

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Emmanuel Macron durante 19ª cerimônia anual de homenagem às vítimas do terrorismo Ludovic Marin/Pool via REUTERS

O índice de aprovação do presidente francês, Emmanuel Macron, atingiu seu mais baixo índice desde o início de seu mandato, segundo o instituto Ifop, em pesquisa para o Journal du Dimanche, divulgada neste domingo (23). Com 29% de franceses satisfeitos com seu governo, Macron perdeu cinco pontos em setembro em relação a agosto, quando alcançou 34%.


O escândalo envolvendo Alexandre Benalla, agente de segurança próximo do presidente e com funções não muito claras, foi um dos principais fatores dessa queda de popularidade. Benalla foi filmado agredindo manifestantes nos protestos de 1° de maio.

A demissão voluntária e inesperada do popular ministro do Meio Ambiente Nicolas Hulot também contribuiu para a baixa, além do encolhimento do poder aquisitivo, a situação dos aposentados e o franco empenho nas questões ambientais.

Os resultados confirmam uma tendência entre os franceses de questionar o desempenho dos líderes antes do meio do mandato, como aconteceu com os predecessores François Hollande e Nicolas Sarkozy.

Derrapadas políticas

Mas analistas acreditam também que Macron cometeu vários erros políticos, como não falar dos problemas assim que surgiram à tona ou se pronunciar em tom agressivo ou evasivo.

Outro episódio recente que ganhou destaque foi a maneira como falou com um jardineiro desempregado, dizendo-lhe que era só atravessar a rua para encontrar trabalho em um restaurante, implicando que o rapaz não estava procurando emprego com afinco.

Mas o maior desafio do presidente continua sendo a economia, com suas reformas liberais que não conseguem resultados concretos e a falta de eficácia contra o desemprego.

Orçamento

O governo revela nesta segunda-feira (24) um esboço do orçamento de 2019, que deve apresentar novos esforços contra gastos através de cortes nos salários do setor público e aposentadorias.

A pesquisa do Ifop foi realizada entre 14 e 22 de setembro com 1.964 pessoas.

(com informações da AFP)