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Maior jóquei brasileiro é homenageado no Hipódromo de Chantilly na França

Por Stephan Rozenbaum

Ele é o mais importante jóquei brasileiro, recordista mundial de vitórias e está finalizando uma passagem relâmpago por Paris, onde foi homenageado e participou da corrida do hipódromo de Chantilly neste domingo (21). A RFI conversou com Jorge Ricardo, o Ricardinho, que, aos 57 anos, não dá sinais de cansaço e tem tudo para atingir novas marcas históricas no esporte.

De sua primeira conquista, aos 15 anos, até hoje, foram 12.920 vitórias. Aquele rapaz adolescente, no Rio de Janeiro dos anos 1970, já conseguia imaginar a carreira que teria pela frente?

É difícil. Se eu dizer para você que eu ia imaginar chegar tão longe como eu cheguei, eu estaria sendo um pouco pretencioso. Na realidade, eu queria ser jóquei, queria conquistar as maiores provas do turfe brasileiro, como o Grande Prêmio Brasil, que é o mais importante do nosso calendário. Queria ganhar alguma estatística. Enfim, queria ganhar algumas corridas. Queria seguir os passos do meu pai que foi jóquei também. Jamais poderia imaginar que eu iria ganhar tantas corridas como eu ganhei.

E qual é o segredo para conseguir manter o foco na busca pelo topo? A competição, como a que você teve com o canadense Russel Baze, que por muitas vezes chegou a ter mais vitórias do que você, é um dos ingredientes cruciais?

A gente na vida sempre tem que ter um objetivo, alguma coisa que te mova a grandes conquistas. Acima de tudo, eu tenho muita paixão e muito amor pela minha profissão. Eu faço com muita alegria, com muita vontade. Sempre fui assim e sou até hoje, aos 57 anos e 42 de profissão. A vontade de seguir montando, correndo e ganhando não diminuiu em nada. Você imagina então, quando eu era um garoto, com 15 anos, a vontade, a paixão, o amor era muito maior do que hoje. Então, eu lutei, batalhei e trabalhei e fui almejando e galgando as coisas que eu queria. Sempre com o objetivo focado em alguma coisa.

E a palavra sacrifício é algo muito presente nesse esporte, não é?

Eu acho que sacrifício existe em qualquer lugar, em qualquer profissão. Se você faz com vontade, amor e paixão, você acaba passando de alguma forma por algum sacrifício. A profissão de jóquei não é fácil, por ser perigosa, desgastante, tanto mentalmente quanto fisicamente. Você muitas vezes tem que abdicar determinadas coisas, na tua juventude, adolescência, para poder seguir conquistando as coisas que você quer.

Você competiu muito na América do Sul e mora na Argentina. Como é correr aqui na França?

Para mim está sendo um momento especial. A França, a Europa, tem um turfe muito forte. Eu tive a oportunidade de montar aqui na França em 1988. Em 1994, eu competi no “Prix de l’Arc du Triomphe” com um cavalo brasileiro. E agora, em 2018, já como recordista mundial. Profissionalmente para mim está sendo um máximo.

Você já detém o recorde mundial de vitórias. Passa pela sua cabeça continuar competindo para quem sabe, daqui a uns 30 anos, bater a marca de “o mais velho jóquei em atividade”?

Olha, esse recorde eu não quero. Como eu te disse, essa é uma profissão muito desgastante e perigosa. Eu acho que tudo na vida tem um começo, um meio e um fim. Nós temos que saber o momento de parar. Se eu te disser quando eu pretendo parar, eu não sei. No momento, eu me sinto bem, com a mesma disposição de antes. Quero seguir por mais um tempo, mas ainda não sei exatamente por quantos anos. A meta agora é alcançar as 13 mil vitórias. Estou bem próximo disso. Depois, vamos ver como as coisas seguem, o corpo, a cabeça, para ver até onde a gente consegue chegar.

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