rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

França Disputa territorial Independência

Publicado em • Modificado em

Nova Caledônia vota contra independência da França em referendo

media
Eleitores votam na Nova Caledônia, 4 de novembro de 2018 Theo Rouby / AFP

A Nova Caledônia, território francês localizado no Pacífico Sul, disse “não” à independência num referendo neste domingo (4), de acordo com os resultados parciais. 56,4% do eleitorado recusou a proposta de se separar do Estado francês. O presidente da França, Emmanuel Macron, se disse orgulhoso.


A taxa de participação foi de 81%. No total, 174.154 eleitores deviam responder com um “sim” ou “não” a seguinte questão: “Você quer que a Nova Caledônia tenha plena soberania e se torne independente?”.

Situado a 16.000 quilômetros de Paris, o arquipélago de 275.000 habitantes tem bastante autonomia e recebe, todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de euros de financiamento da capital. O território pertence à França desde 1853.

O acordo de Matignon de 1988, assinado após uma década de violências entre os grupos indígenas kanaks e os caldoches (população essencialmente de origem europeia) foi seguido do tratado de Nouméa, de 1998, que previa o referendo de 2018.

O acordo instaura a possibilidade de um segundo ou mesmo de um terceiro referendo sobre a mesma questão até 2022, se um terço dos 54 membros do Congresso local concordarem sobre o tema.

Forte participação

“Isso já representa o fato de que minha voz está sendo ouvida em relação ao destino da Nova Caledônia. Senti que foi um momento histórico, importante”, diz Yves, que votou “não”. “Pensei em todos os nossos antepassados que já partiram. O voto que dei, é para explicar a meu filho: fiz isso por você, para o futuro. Você vai construir o país com os outros”, disse Germain, que escolheu “sim”.

“É a primeira vez que vejo tanta participação para uma eleição na Nova Caledônia. Tanto os separatistas quanto os não-separatistas fizeram são trabalho. Eles foram por toda a parte, tentar ganhar votos para o sim e para o não”, afirma Christiane.