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França Primeira Guerra Mundial História

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França inicia comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial

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Emmanuel Macron começou seu giro para relembrar o fim da Primeira Guerra Mundial na cidade de Morhange, quase na fronteira com a Alemanha REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

Várias cerimônias serão realizadas na França até 11 de novembro de 2018, data do centenário do armistício que colocou fim na Primeira Guerra Mundial. O presidente francês Emmanuel Macron faz um giro pelo país visitando antigas zonas de combates, em uma viagem com objetivos históricos, mas também políticos e diplomáticos.


Macron visita, a partir desta segunda-feira (5), regiões do norte e do leste da França que se transformaram em campos de batalha durante o conflito que durou 1562 dias e fez 10 milhões de mortos, apenas entre os militares. O giro do chefe de Estado começou em Morhange, cidade na qual 27 mil homens morreram apenas no dia 22 de agosto de 1914, antes de seguir para Verdun, palco do que ficou conhecido como “a mãe das batalhas”.

Cerca de 20 milhões de soldados foram mobilizados no começo da guerra, em 1914. Esse número aumentará paulatinamente até os 70 milhões de pessoas. Mais de oito milhões de efetivos foram chamados na França, 13 milhões na Alemanha e 18 milhões na Rússia, além de milhões na antiga Áustria-Hungria, no Reino Unido e Império britânico, na Itália e nos Estados Unidos. Paris e Londres também recrutaram milhares de soldados em suas colônias (na Índia, para os britânicos, e na África, para os franceses).

Durante sua viagem pelo país, o presidente vai homenagear os soldados franceses mortos no conflito, mas também os combatentes estrangeiros, que serão lembrados no dia 8 de novembro, quando Macron visitará o memorial de Notre-Dame de Lorette, onde estão gravados os nomes de 600 mil soldados de várias nacionalidades. Já na sexta-feira (9), o chefe de Estado participará de uma cerimônia em Thiepval junto com a primeira-ministra britânica Theresa May e, na próxima terça-feira (13); lembrará a participação de atiradores senegaleses que defenderam a cidade de Reims durante a guerra.

Além de Theresa May, vários líderes internacionais participam das homenagens na França. O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita e a chanceler alemã Angela Merkel já confirmaram presença.

Mas o grande momento diplomático das celebrações será no domingo (11), quando mais de dez chefes de Estado e de governo de países que participaram da Primeira Guerra Mundial estarão reunidos em Paris, diante do Arco de Triunfo, para acender a chama do soldado desconhecido. O norte-americano Donald Trump e o russo Vladimir Putin devem estar presentes em uma cerimônia que será seguida de um almoço no palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, durante o qual Angela Merkel e o secretário-geral da ONU António Guterres darão início a um fórum sobre a paz.