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França extrema direita Emmanuel Macron Violência Ataques

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Polícia detém radicais de ultradireita que planejavam ataque contra Macron

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O ministro do Interior francês, Christophe Castaner, assumiu a delicada pasta da segurança há três semanas. REUTERS/Philippe Wojazer

Seis radicais de ultradireita foram presos nesta terça-feira (6) pelos serviços antiterroristas franceses. Eles são suspeitos de planejar uma ação violenta contra o presidente Emmanuel Macron. Segundo o ministro do Interior, Christophe Castaner, "ameaças concretas" levaram os policiais da Direção-Geral de Segurança Interior (DGSI) a proceder às detenções.


A operação policial aconteceu nesta manhã nos departamentos de Isère (sudeste), em Ille-et-Vilaine (oeste) e Moselle (leste). O Ministério Público de Paris abriu uma investigação contra os suspeitos por "formação de quadrilha criminosa terrorista".

Uma fonte judicial próxima do caso afirmou que o projeto de ação violenta contra Macron ainda era vago e indefinido no atual estágio das investigações, mas pôde ser identificado por meio de escutas telefônicas. As investigações em andamento devem ajudar a estabelecer a realidade e a natureza exata da ameaça.

Na segunda-feira, durante a posse do novo diretor da DGSI, Nicolas Lerner, o ministro do Interior disse que estava "atento" às ameaças provenientes de movimentos radicais tanto de direita quanto de esquerda, segundo ele, "muito ativos no território francês".

A polícia francesa prendeu nos últimos meses várias pessoas ligadas à militância de ultradireita. Em junho, dez pessoas suspeitas de planejar ataques contra muçulmanos foram detidas em quatro regiões do país, inclusive na periferia de Paris e na ilha da Córsega.