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No Twitter, Bolloré tranquiliza empregados da Renault após saída de Ghosn

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Thierry Bolloré se tornou presidente interino da Renault Fabrice COFFRINI / AFP

Thierry Bolloré, diretor-geral da Renault que assumiu a direção da empresa depois do afastamento e prisão do CEO, Carlos Ghosn, disse nesta quinta-feira (22), em um vídeo publicado no Twitter, que pretende “preservar os interesses da Renault” e a aliança com a japonesa Nissan.


Na mensagem, dedicada aos 180 mil empregados do grupo, Bolloré diz que trabalhar para garantir a estabilidade do grupo, manter as metas das missões, além de preservar os interesses do grupo e a perenidade das missões. “Vocês podem contar com meu engajamento”, declarou. “Quero que vocês saibam que o grupo é perfeitamente organizado para assegurar a continuidade da empresa”, disse o diretor, que assume interinamente o comando da empresa.

Thierry Bolloré assumiu a empresa na terça-feira (22) à noite, um dia depois da prisão de Carlos Ghosn em Tóquio. O ex-CEO da Nissan, afastado do cargo nesta quinta-feira (22) pelo conselho de administração, é suspeito de sonegação de impostos e malversação. Já a Renault preferiu, por enquanto, manter Ghosn no cargo de CEO. Já a Mitsubishi Motors prevê “a demissão rápida de seu presidente”. O conselho de administração da empresa se reúne na segunda-feira (26).

Nissan deve indicar novo CEO em dezembro

A Nissan espera indicar um novo presidente para o conselho de administração em até dois meses. A próxima reunião está prevista para o dia 20 de dezembro. A Nissan formou um comitê que inclui três administradores independentes da montadora, que por enquanto estará encarregado das decisões envolvendo a empresa.

O ex-CEO da Nissan, Carlos Ghosn, está preso em Tóquio, em uma cela individual, onde só pode receber uma visita por dia de no máximo 15 minutos, não tem direito a receber telefonemas ou e-mails. Paralelamente, a França e o Japão reafirmaram nesta quinta-feira (22) seu apoio à aliança Renault-Nissan. Os ministros da Economia francês e japonês Bruno Le Maire e Hiroshige Seko se reuniram em Paris para tranquilizar o mercado sobre a manutenção da cooperação.