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França Paris Coletes Amarelos Protestos

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Paris é palco de novo sábado de caos e violência entre "coletes amarelos" e polícia

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Confronto entre manifestantes e policiais perto do Arco do Triunfo neste sábado, 1° de dezembro. REUTERS/Stephane Mahe

No terceiro sábado de mobilização nacional na França dos "coletes amarelos", o movimento que protesta contra o aumento no preço dos combustíveis anunciado pelo governo, cenas de vandalismo e violências são registradas na avenida Champs-Elysées, centro de Paris. Até o final da tarde, 140 pessoas haviam sido detidas na capital francesa.


A paisagem se transformou rapidamente nesta chuvosa e gelada manhã de sábado (1°) em Paris. Desde cedo, os "coletes amarelos" invadiram a avenida Champs-Elysées e ultrapassaram a barreira de segurança nos arredores do Arco do Triunfo. 

Em torno das 9h da manhã de Paris (6h em Brasília), os confrontos entre as forças de ordem e os manifestantes tiveram início. Ao tentarem ser barrados pela polícia, os "coletes amarelos" resistiram e protagonizaram cenas de violência. A polícia utilizou jatos d'água e atirou bombas de gás lacrimogêneo contra os militantes, que avançaram atirando objetos contra os policiais, em direção ao Arco do Triunfo. 

No local onde estavam proibidos de se concentrarem, exibiram faixas com mensagens contra o governo francês. Dezenas ultrapassaram o cordão de proteção em torno do túmulo do Soldado Desconhecido, se ajoelharam e cantaram a Marselhesa, o hino nacional francês. Outros manifestantes picharam uma mensagem de protesto no Arco do Triunfo. 

1.500 vândalos na Champs-Elysées

Segundo as autoridades francesas, cerca de 3 mil vândalos foram contabilizados entre 5.500 mil manifestantes na avenida Champs-Elysées. Entre eles, foram identificados 200 integrantes de movimentos de extrema-direita.

Ao menos 140 pessoas foram detidas. Até o final da tarde, ao menos 65 pessoas ficaram feridas, entre eles, 11 policiais. 

Manifestantes também protestam neste sábado em outros pontos da capital francesa e em diversas cidades do país. No total, 220 mil militantes do movimento ocupam as ruas da França neste sábado, segundo o movimento; 36 mil segundo o governo. O bloqueio de estradas e rodovias é realizado em várias cidades francesas.

Governo não consegue gerenciar revolta

O governo continua tendo dificuldades para dialogar com os líderes da mobilização. Na sexta-feira (30), fracassou novamente a tentativa de reunião do primeiro-ministro Edouard Philippe com representantes dos coletes amarelos.

Philippe fez uma coletiva de imprensa da sede da polícia na capital francesa no início da tarde e condenou as agressões. "Desde de manhã cedo, indivíduos equipados e determinados protagonizaram importantes violências. As forças de ordem enfrentaram ataques que elas mesmas classificaram de raros", afirmou.