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Movimento de "coletes amarelos" faz vendas de final de ano despencarem na França

Por Pedro Henrique Antunes

Em Paris, o comércio varejista é o setor que mais sente os impactos dos protestos. A queda nas vendas pode ser medida pelo comportamento dos consumidores. Um terço dos franceses reduziu ou simplesmente desistiu das compras de Natal por causa do fechamento de lojas ou por medo de violência.

Às vésperas do Natal, lojistas, restaurantes e redes de supermercados da capital francesa viram os clientes desaparecerem depois de quatro sábados consecutivos de protestos e confrontos nas ruas de Paris.

Para evitarem saques e depredações, as principais lojas de departamento da cidade – Galeries Lafayette, Le Bon Marché, BHV e Printemps estão preferindo fechar as portas, em meio à época mais importante para o comércio do ano. A famosa avenida Champs-Elysées, local dos principais atos dos "coletes amarelos" na capital francesa, é a região mais afetada.

"Estamos no mês de dezembro, o que corresponde a 25% dos negócios anuais. Até o momento, nós fechamos todos os sábados do mês, o que significa que nós vamos encolher até 5% nas vendas totais do ano", afirmou Edouard Lefebvre, diretor da associação de comerciantes da Champs-Elysées.

O ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, considerou a situação como uma "catástrofe para o comércio".

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