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Um pulo em Paris
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“Coletes amarelos”: Macron organiza debates com franceses e reconquista popularidade

Por Silvano Mendes

O presidente da França, Emmanuel Macron, se lançou em uma corrida para reconquistar a confiança dos franceses. Em plena crise dos “coletes amarelos”, o chefe de Estado tem participado de debates públicos e viu sua popularidade subir, após meses sofrendo de uma imagem arranhada.

Desde 15 de janeiro, o governo francês lançou o Grande Debate Nacional, iniciativa que visa responder às reivindicações dos “coletes amarelos”. Além de questões enviadas pela população aos prefeitos, o próprio presidente Macron colocou a mão na massa e tem participado de sabatinas públicas nas quais responde, ao vivo, as perguntas da população.

Na quinta-feira (24), o chefe de Estado chegou a fazer uma aparição surpresa em uma reunião dos “coletes amarelos” na pequena cidade de Bourg-de-Péage, no sul do país, durante a qual dialogou com os participantes.

A postura de Macron tem surtido efeito. Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (25) aponta que a popularidade do presidente, que havia caído 15% entre junho e novembro de 2018, subiu cerca de 4 pontos desde o início do Grande Debate Nacional. Ele beneficia agora de 31% de opiniões positivas.

Ainda não se sabe se medidas concretas vão resultar dessas conversas públicas. Mas em termos de imagem, a estratégia do presidente tem apresentado resultados positivos.

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Dentro dessa busca de proximidade do governo com a população, a secretária de Estado Marlène Schiappa, responsável pela pasta da Igualdade entre homens e mulheres e a luta contra as discriminações, participa nesta sexta-feira de um programa humorístico na televisão. A iniciativa, no entanto, está sendo bastante criticada, em razão do tipo de atração escolhida por um membro do governo para abordar o Grande Debate Nacional.

O programa Touche Pas a Mon Poste (Não mexe com a minha TV, em tradução literal) é conhecido por seu tom muitas vezes vulgar, e já chegou a ser alfinetado várias vezes pelas tiradas sexistas e homofóbicas de seu apresentador, Cyril Hanouna. A ministra é acusada de apelação e até de populismo, enquanto seus defensores afirmam que as críticas são apenas um sinal de esnobismo, e que mesmo quem não assiste aos programas ditos “sérios” também têm o direito de participar de discussões sobre o futuro do país.

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