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Marine Le Pen erra feio ao citar valor do salário mínimo na França

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As candidaturas às eleições europeias estão em destaque na imprensa francesa Fotomontagem RFI

A disputa para a renovação do Parlamento Europeu, com votação marcada para 26 de maio nos países do bloco, ganha destaque nos jornais desta sexta-feira (15). Essas eleições são consideradas cruciais para o futuro da União Europeia, em razão das forças de extrema direita em ascensão no bloco e que manobram para impor uma derrota aos progressistas e à direita tradicional.


Na França, a ministra dos Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, disse estar "pronta" para encabeçar a lista de candidatos do partido LREM - A República em Marcha, do presidente Emmanuel Macron. Loiseau participou de um debate na noite dessa quinta-feira (14) no canal 2 da TV com a líder da extrema-direita, Marine Le Pen. Mas o que chama a atenção da imprensa hoje não foi a proposta de candidatura da ministra e, sim, as "fake news" ou informações incorretas defendidas por Le Pen.

O jornal Le Monde checou as declarações e aponta cinco sequências desabonadoras para Le Pen. Ela desconhece o valor do salário mínimo pago na França: disse que o montante por hora era de € 36, contra € 4,40 na Bulgária e € 5,50 na Romênia. No entanto, o salário mínimo horário na França vale € 10,03 atualmente. Para as eleições europeias, Macron propõe a adoção de um salário mínimo comum para todos os países do bloco, a fim de evitar a migração dos trabalhadores de um país para outro, uma das razões que motivou a aprovação do Brexit no Reino Unido, por exemplo.

Marine Le Pen também disse que desde o ano passado a vacina contra o sarampo, que voltou a matar na França, era obrigatória no país, o que é falso. Repetiu novamente que o governo passou a dividir o assento que o país possui no Conselho de Segurança da ONU com a Alemanha, outra inverdade. Marine Le pen também divulgou números falsos sobre a taxa de desemprego e a ajuda financeira que migrantes recebem quando entram no território francês.

Novo candidato de esquerda

Ainda sobre as eleições europeias, o site do jornal Libération informa em primeira mão o lançamento da candidatura do ensaísta Raphael Glucksmann, que tenta, sem sucesso, unir a esquerda em torno de uma lista única, moderada. O Partido Socialista deve decidir amanhã se vai se juntar à candidatura de Glucksmann, que fará o anúncio oficial na sexta-feira. Fundador do movimento Praça Pública, ele formará uma dupla com a ativista ambiental Claire Nouvian, diz o Libération em seu site. Os ecologistas pretendem lançar candidatos próprios.