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Coletes Amarelos Austrália

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Partido xenófobo adota nome “Coletes Amarelos Austrália”

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A presidente do partido, Debbie Robinson, explicou a escolha do nome "Yellow Vest Australia" pelo fato de que "coletes amarelos" na França representam, segundo ela, "eleitores insatisfeitos". Captura de vídeo fb australianlibertyallianc

Um partido nanico de extrema direita xenófobo adotou oficialmente o nome de “Coletes Amarelos Austrália”, na esperança de capitalizar em cima do movimento de contestação francês, às vésperas das eleições gerais no mês de maio.


O grupo, que se chamava antes Australian Liberty Alliance (Aliança pela Liberdade Australiana), explicou que a comissão eleitoral aprovou a mudança de nome a tempo de fazer campanha sob a nova apelação.

A presidente do partido Debbie Robinson explicou a escolha do nome “Coletes Amarelos Austrália” pelo fato de que os “coletes amarelos” da França representam, segundo ela, “os eleitores descontentes que se preocupam com a globalização, a imigração e o custo de vida”.

“Queremos levar esse movimento das ruas para o parlamento. Seríamos o primeiro país do mundo a fazer isso”, acrescentou Robinson em vídeo postado no site do partido. Ela disse ainda que o novo nome vai acabar com a confusão que alguns eleitores fazem entre sua formação – que nunca elegeu nenhum parlamentar – e o Partido Liberal, atualmente à frente da coalizão conservadora no poder.

Baseada em Melbourne, a Aliança pela Liberdade Australiana foi fundada em 2015 e recebeu menos de 0,2% dos votos nas últimas eleições gerais de 2016, mas conseguiu um certo progresso no pleito local.

Coalizão ameaçada

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, vai convocar em breve as eleições, que devem acontecer entre 11 e 25 de maio. As pesquisas de opinião mostram que a coalizão no poder deve ser derrotada pela oposição trabalhista

O movimento dos “coletes amarelos” nasceu em novembro na França, quando quase 300 mil pessoas, segundo as autoridades, ocuparam as ruas das grandes cidades, bloquearam estradas e centros comerciais. Os protestos eram inicialmente contra o aumento dos impostos dos combustíveis, mas o presidente Macron e suas políticas sociais e fiscais logo se transformaram em alvos.

Desde então, os “coletes amarelos” manifestam todos os finais de semana na França. No último sábado, no entanto, eles eram 22.300, segundo as autoridades.

(com informações da AFP)