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França Governo Notre Dame Protestos Coletes Amarelos

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"Coletes amarelos" desafiam governo, que proíbe manifestação perto da Notre-Dame

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Protesto dos "coletes amarelos" em Paris em 30 de março REUTERS/Charles Platiau

O Ministério do Interior mobilizou milhares de policiais diante do risco de violência nos protestos dos “coletes amarelos” previstos para este sábado (20). Este é o 23° fim de semana de mobilização, desde o início do movimento em 17 de novembro.


A presença de black blocs foi confirmada pelo governo, que se prepara para prevenir um novo quebra-quebra e proibiu manifestações perto da catedral Notre-Dame. O ministro do Interior, Christophe Castaner, confirmou que os manifestantes violentos, ausentes nos últimos finais de semana, se mobilizaram para participar dos protestos de amanhã. “Em toda França, 60 mil policiais serão mobilizados para garantir a segurança dos franceses e a liberdade de manifestar sem perigo”, disse o ministro francês durante uma coletiva de imprensa.

De acordo com Castaner, os agitadores se organizaram para participar dos protestos em Toulouse, Montpellier, Bordeaux e Paris. “O objetivo deles é claro: reproduzir o que aconteceu no dia 16 de março”, disse. Neste dia, os baderneiros saquearam lojas na avenida Champs Elysées e semearam o caos, o que levou à demissão do Secretário de Segurança Pública de Paris, Michel Delpuech.

Anúncios de medidas são adiados

Na capital, os protestos na avenida e perto da catedral Notre-Dame, parcialmente destruída em um incêndio na segunda-feira (15), estão proibidos. A comoção nacional em torno da tragédia gerou irritação entre alguns “coletes amarelos”. Os manifestantes criticaram falta de recursos públicos para atender as demandas do movimento, diante dos esforços do governo para reunir fundos para a restauração da catedral.

O presidente francês, Emmanuel Macron, deveria anunciar novas medida nesta segunda-feira (15) para melhorar as condições de vida dos franceses de classe média e baixa. A alta do poder aquisitivo é o principal reinvidicação dos "coletes amarelos". As ideias para concretizá-la foram recolhidas em debates públicos organizados em todo o país nos último meses. Mas as esperadas conclusões dessa consulta popular acabaram sendo adiadas depois da tragédia de Notre-Dame.