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Autor de explosão que deixou 13 feridos em Lyon continua foragido

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Polícia patrulha rua onde ocorreu explosão em Lyon (Foto: Reuters)

Em uma coletiva neste sábado, o procurador da República francês, Rémy Heitz, disse que a polícia continua sem pistas do suspeito de ter deixado um pacote de explosivos na frente de uma padaria, no centro de Lyon. O suposto ataque, ocorrido nesta sexta-feira(24), ainda não foi reivindicado.


Segundo Heitz, “todos os meios estão sendo colocados à disposição da polícia”, para encontrar o homem suspeito de ter colocado os explosivos em uma rua movimentada de Lyon, perto da estação de trem Lyon Perrache. Cento e trinta profissionais foram mobilizados, disse Heitz, em uma coletiva no palácio de Justiça de Lyon.

A polícia divulgou sua foto, capturada por uma câmera de segurança. Nela, um aparece homem de cerca de 30 anos, vestido com uma blusa de mangas comprida e bermuda, empurrando uma bicicleta preta. Vários testemunhos recebidos pelas autoridades francesas estão sendo analisados pelos investigadores. Novas imagens devem ser divulgadas em breve.

De acordo com o prefeito de Lyon, Gérard Collomb, uma criança de dez anos está entre os feridos, que foram atingidos principalmente nos membros inferiores. O pacote explosivo continha parafusos e pedaços de vidro. Onze dos 13 feridos tiveram que ser hospitalizados e alguns passaram por cirurgias simples.Um inquérito "por tentativa de assassinato em relação com ato terrorista" foi aberto pela Brigada antiterrorista da Promotoria de Paris.

Controle reforçado

O Secretário de Segurança Pública da região Auvergne-Rhône-Alpes, onde está localizada a cidade de Lyon, declarou neste sábado (25) que a segurança será reforçada, a pedido do ministro do Interior, Christophe Castaner. De acordo com Pascal Mailhos, várias manifestações estão programadas para hoje, entre elas, protestos dos “coletes amarelos”.

Neste contexto, as autoridades temem que o indivíduo possa entrar novamente em ação e proibiu passeatas entre meio-dia e 20h no norte da cidade, além de um reforço do dispositivo Sentinela, formado por militares. A polícia também realizará controle de identidade preventivo em áreas de maior circulação e também nas estradas.

A cidade de Lyon tem 500 mil habitantes e é a terceira mais populosa da França. Nesta sexta-feira (24), o presidente francês, Emmanuel Macron, publicou uma mensagem no Twitter "lamentou a violência" do ato.