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Marine Le Pen está de volta, avisa revista francesa

Por Silvano Mendes

A revista L’Obs desta semana traz uma longa reportagem de capa sobre as dificuldades que aguardam o presidente francês Emmanuel Macron na segunda metade de seu mandato. Em um contexto de baixa popularidade do chefe de Estado, a publicação aponta um retorno inesperado da líder da extrema direita, Marine Le Pen, que saiu fortalecida das eleições europeias.

“Ela havia sido enterrada por quase todos após o fracasso na eleição presidencial”, aponta a revista. L’Obs se refere à derrota da líder populista na corrida pelo Palácio do Eliseu, mas também ao último debate eleitoral contra Macron, em 2017, considerado um vexame pelos analistas políticos. “Os eleitores e os militantes a abandonaram e a imagem de Marine Le Pen foi arranhada, para alguns, definitivamente”, analisa a reportagem.

Sair da zona do euro deixou de ser uma prioridade

Mas o resultado das eleições europeias desse mês, que colocaram o partido de extrema direita no topo da lista, mudou a situação. Sua legenda saiu vitoriosa do pleito graças ao sentimento de insatisfação generalizado da população, mas também ao sucesso de Jordan Bardella, um jovem desconhecido e nova aposta de Marine Le Pen, que liderou o partido nas eleições europeias. A ex-presidenciável volta a assustar, anuncia L’Obs, que tenta entender o fenômeno de Fênix em um texto de três páginas.

A revista explica que ter abandonado a ideia de tirar a França da zona do euro, uma das propostas mais polêmicas do partido, ajudou Marine Le Pen a ganhar credibilidade. Segundo a líder da legenda, os franceses não querem deixar o euro, pelo menos por enquanto.

L’Obs afirma que o fato de ter mudado o nome do partido, que deixou de ser Frente Nacional (FN), para se tornar Reunião Nacional (RN), também teria contribuído para melhorar a imagem da líder populista, a desvinculando de seu pai, Jean-Marie Le Pen. “O FN era o partido do meu pai, o RN é o meu partido”, disse Marine Le Pen à revista.

"Coletes amarelos" ajudaram o retorno de Le Pen

A líder populista também se beneficiou da crise dos “coletes amarelos”, comenta a reportagem, lembrando que Le Pen se posicionou como representante do movimento de contestação. “Ela usou a insatisfação dos manifestantes e transformou as eleições europeias em referendo contra Macron”, avalia L’Obs.

Diante dessa boa fase, Marine Le Pen se vê como candidata natural para a próxima corrida presidencial, em 2022. E para ela, seu único verdadeiro oponente seria Emmanuel Macron. “Ele foi o único que me levou a sério e sabia que tinha que tomar cuidado”, finaliza a líder populista, em tom desafiador, nas páginas do L’Obs.

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