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França homenageia filósofo Michel Serres, morto aos 88 anos

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Michel Serres em um evento no Espace des sciences, em 15 de fevereiro de 2011. Espace des sciences

O filósofo francês Michel Serres, morto na noite deste sábado (1º) aos 88 anos, recebe homenagens de lideranças políticas, intelectuais e artistas franceses neste domingo (2). Também pela internet, admiradores da vasta obra do escritor compartilham citações e reflexões de Serres, um apaixonado pela educação, a ecologia e a comunicação.


O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, declarou que Serres, admirado pela sua proximidade com a juventude e seu otimismo, foi um pensador "eclético, humanista e visionário". “Adeus, Michel Serres, homem honesto por excelência. Seus pensamentos sobre a educação vão continuar a nos influenciar”, declarou o ministro.

O chefe da pasta da Cultura, Franck Riester, ressaltou o “pensamento luminoso e moderno, poético e acessível” do filósofo.

A data do funeral ainda não foi divulgada. Serres deixa uma obra de mais de 80 livros publicados. Membro da Academia Francesa de Letras, o filósofo se interessou por todas as formas do saber, científico como literário, e antecipou as profundas modificações da sociedade com a chegada das novas tecnologias de comunicação.

Um dos seus maiores sucessos, o livro "Petite Poucette" ("Polegarzinha", uma referência ao uso deste dedo para digitar nas telas) vendeu mais de 270 mil exemplares.

Falecimento junto aos familiares

"Ele morreu muito pacificamente, às 19h, cercado por sua família", declarou sua editora Sophie Bancquart, da Le Pommier, parceira de publicações do escritor de longa data. “Viajante incansável do pensamento", como era descrito no site da Le Pommier, ele continuava a escrever com regularidade nos últimos anos, apesar da idade avançada.

Seu último livro, "Morales espiègles" ("Costumes travessos", em tradução livre), foi publicado na França em fevereiro.

Em entrevista transmitida no último domingo, ele disse, sobre esta obra, querer evitar parecer alguém que “quer dar lições”. "Se há um caminho para um senso moral, é o riso", acrescentou o filósofo.

Entre suas obras publicadas no Brasil, estão "O contrato natural", "Os cinco sentidos" e "O terceiro instruído".

Com informações AFP