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Roland Garros Rafael Nadal

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Nadal: vitória de um extraterrestre imbatível em Paris

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Rafael Nadal comemora 12a vitória em Roland Garros. Pierre RENE-WORMS / RFI

Ele está na primeira página de todos os grandes jornais franceses desta segunda-feira (10). Trata-se do espanhol Rafael Nadal, que conquistou no domingo (9) o inédito 12° título masculino em Roland Garros.


“Rafael Nadal, o extraterrestre de Roland Garros”, diz Le Figaro, sobre a foto do atleta logo após a vitória, com os olhos fechados e punhos fechados para o alto.

O jornal conta que o espanhol chegou a Paris sem grandes convicções e saiu com o 18° título do Grand Slam [que reúne Wimbledon, Roland Garros e os Abertos da Austrália e dos Estados Unidos]. Seu domínio do saibro é único na história do tênis”, relata o jornal conservador na primeira página.

Já Aujourd’hui en France traz o título que diz tudo: “Invencível Nadal”. A foto mostra o espanhol em sua pose típica de vitória, mordendo a taça. Na reportagem, a manchete diz: “Hercúleo”, em alusão a Hércules, deus grego da força.

Libération abre o jornal com: “Nadal arrasa Thiem em uma final multidimensional”. Para o jornal, foi a mais bela final dos últimos dez anos, apesar dos golpes poderosos do austríaco Dominic Thiem. Em 15 participações no saibro francês, Nadal levou a taça 12 vezes.

Quem é o melhor?

Aujourd’hui en France traz uma análise comparando os três grandes tenistas da atualidade: o suíço Roger Federer, Nadal e o sérvio Novak Djokovic. “No final, vai sobrar apenas um”, diz a manchete. Ou seja, quem será o maior entre os três no final da carreira. Em termos de vitórias no Grand Slam, o suíço está na dianteira, com 20 títulos. Nadal tem agora 18 e Djokovic, 15. Todos já ultrapassaram o americano Pete Sampras, que se aposentou no auge de seus até então históricos 14 títulos.

Para o ex-campeão alemão Boris Becker, hoje consultor, a contabilidade é outra. “Aos 37 anos, Federer é o atleta mais popular do mundo, fala várias línguas, é inteligente, tem um jogo bonito. O pacote todo é único”, opina Becker.

Mas Djokovic é o mais ofensivo. Ele chegou a Paris com vontade de “entrar para a história”, como declarou, e tentar fechar seu segundo Grand Slam consecutivo, ou seja, ganhar todos os quatro grandes torneios de tênis do mundo. Uma façanha que nem Federer, nem Nadal conseguiram chegar perto.

A corrida ao Olimpo do tênis recomeça em três semanas, em Wimbledon. Nadal não será favorito, visto que o gramado não é sua especialidade como é o saibro. Mas o torneio promete.