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Um pulo em Paris
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Amazon aumenta taxas de fornecedores para escapar de impostos na França

Por Silvano Mendes

A partir de 1° de outubro, a Amazon pretende aumentar os encargos cobrados de seus fornecedores na França. A medida visa compensar uma taxa criada pelo governo francês, que tenta forçar o gigante da venda online a pagar seus impostos no país.

Protegidos pelo princípio de que atuam em um setor mundial, muitos líderes do comércio online instalam suas filiais em países nos quais o regime fiscal é mais vantajoso. Para evitar essa forma de “evasão virtual”, há meses os líderes europeus, encabeçados pela França, tentam fazer com que os membros do GAFA, sigla usada para Google, Apple, Facebook e Amazon, paguem seus impostos onde realizam seu faturamento. O governo francês chegou a impor uma taxa de 3%.

Se alguns, como Facebook, aceitaram a medida, outros, como Amazon se recusam. A empresa de Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, alega que a concorrência é muito grande no setor e que não pode pagar a taxa. Para contornar a situação e compensar a imposição francesa, o site de venda online anunciou que vai cobrar os 3% de seus fornecedores no país.

A estratégia da Amazon foi criticada pelo governo francês, que lembra que a tarifa de 3% tinha como objetivo corrigir uma desigualdade praticada pela Amazon, e não aumentar os encargos dos fornecedores, que já pagam 15% de comissão para o site.

A França representa 11% do faturamento internacional da Amazon.

Pequenas editoras são as que mais sofrem

As pequenas editoras são as que mais correm risco nessa batalha entre o Estado francês e o gigante da internet. Elas, que muitas vezes dependem da Amazon como principal meio de vender seus livros e já reclamavam da pressão imposta pelo site em termos de prazos e margem de lucros, temem agora serem ainda mais prejudicadas.

Diante da situação, alguns atores do setor se organizam para encontrar outros canais de distribuição. É o caso do site lalibrairie.com, uma plataforma online que reúne 2500 pequenas livrarias. Com um catálogo de 350 mil referências, o projeto se apresenta como uma ferramenta de “defesa das livrarias independentes e da economia local do livro”.

A plataforma propõe entregar as encomendas pelo Correio, entre 24h e 72h (prazo maior que o da Amazon) ou a retirada dos produtos diretamente em pequenas livrarias de bairro, que ainda resistem nas cidades francesas. A ideia é alimentar a rede de comércio local e manter o contato humano e social. Além disso, o site se orgulha de pagar seus impostos na França.

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