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Manifestação anti-G7: “Se o clima fosse uma catedral, ele já teria sido salvo”

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Manifestação dos militantes anti-G7 reuniu milhares de pessoas neste sábado, 24 de agosto de 2019. Photo: Pierre Olivier / RFI

Milhares de pessoas participaram de uma grande manifestação antiglobalização, neste sábado (24), a alguns quilômetros de Biarritz, onde acontece a cúpula do G7. Ao contrário do que temia a polícia, a marcha foi pacífica. Os manifestantes chamaram a atenção para as queimadas que destroem a Amazônia. Fazendo uma comparação com o incêndio que destruiu a Catedral de Notre-Dame e as promessas de milhões de euros para sua reconstrução, os manifestantes mostravam cartazes criticando a posição das potências mundiais: “se o clima fosse uma catedral, ele já teria sido salvo”.


Com informações de Pierre Olivier, enviado especial da RFI a Hendaye

A manifestação reuniu 15 mil militantes, segundo os organizadores (9 mil segundo a polícia). A passeata percorreu, em clima descontraído, os três quilômetros entre a cidade de Hendaye, na França, e Irun, na fronteira com a Espanha, 30 km ao sul de Biarritz. Além dos ativistas antiglobalização, a marcha também contou com a participação de coletes amarelos e de separatistas bascos.

Nenhuma provocação, tensão ou incidentes, entre a polícia e os manifestantes, foi registrada. A manifestação foi considerada um sucesso que mostra o caráter pacífico do movimento anti-G7. A pedido dos organizadores, que controlaram eles mesmos a segurança, os policiais foram discretos e mantiveram uma certa distância durante toda a marcha.

No entanto, alguns participantes decidiram, no final da passeata, tentar se aproximar de Biarritz, o epicentro da cúpula dos líderes das 7 maiores potências mundiais, protegido por um forte esquema de segurança. Estes militantes podem realizar atos não declarados e provocar eventuais confrontos com as forças de segurança.

Anticúpula do G7

Os protestos ocorrem desde o início da semana e na sexta-feira (23) foram registrados os primeiros confrontos com a polícia. Dezessete pessoas foram detidas e quatro policiais ficaram levemente feridos. Os organizadores da anticúpula, com representantes da sociedade civil, que acontece desde quarta-feira (21) em três cidades na fronteira da França com a Espanha (Urrugne, Hendaye e Irun), condenaram a violência dos dois lados.

Os militantes antiglobalização criticam as políticas neoliberais das potências que integram o grupo do G7, que, segundo eles, contribuem para acentuar as desigualdades, agravar a pobreza e o desequilíbrio climático. Neste momento em que a floresta amazônica é destruída por queimadas, os ativistas interpelam os líderes mundiais a lutar especialmente contra o aquecimento global.