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Um pulo em Paris
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Uber, patinetes e bicicletas de aluguel saem ganhando com greve de transportes públicos em Paris

Por Silvano Mendes

Paris assistiu nesta sexta-feira (13) à sua maior greve dos transportes públicos nos últimos 12 anos. Diante da mobilização de 95% dos motoristas de ônibus e condutores de metrô, a população teve que encontrar alternativas para chegar no trabalho. Quem saiu ganhando foram as empresas de locação de bicicletas e patinetes elétricos, que faturaram durante o dia. As tarifas de serviços como Uber explodiram.

Das 16 linhas do metrô parisiense, apenas duas, que funcionam sem maquinistas, circularam normalmente. Quatro linhas colocaram à disposição apenas alguns trens nos horários de pico (entre 6h30 e 9h30 e entre 17h e 20h) e as outras dez ficaram totalmente paradas. As linhas de ônibus também foram afetadas pela mobilização e apenas um dos trens de periferia que cruza a cidade funcionou.

A mobilização em protesto contra a reforma da Previdência obrigou muita gente a ficar em casa ou sair bem mais cedo para conseguir chegar ao trabalho. Diariamente mais de 5 milhões de pessoas usam o metrô em Paris. Com a greve, os mais corajosos atravessaram a cidade a pé, lotando as calçadas em vários bairros. Nas ruas, os carros de passeio, mais numerosos que de costume, concorriam com um desfile interminável taxis, mas principalmente de bicicletas, mobiletes e patinetes motorizados.

Empresas aproveitaram para conquistar novos adeptos

Para não penalizar os usuários, a RATP, empresa que administra os transportes públicos de Paris, fez parceria com vários prestadores de serviço de locação de carros, bicicletas e patinetes. Alguns ofereciam um desconto de, em média, 20% para quem optasse por esse meio de locomoção, ou os primeiros 10 ou 15 minutos gratuitos.

As empresas aceitaram a parceria visando conquistar novos clientes. A empresa Cityscoot, que participou da operação, havia previsto o desconto para os primeiros 5 mil usuários. O número foi atingido em poucas horas.

A Ubeeqo, que propõe carros elétricos em locação para pequenos trajetos, registrou uma alta de 20% durante a manhã. Já a locadora de patinetes elétricos Jump, que pertence ao grupo Uber, viu se tráfego triplicar.

Uber, aliás, foi uma das empresas que mais lucraram com a greve dos transportes públicos em Paris. Não apenas pelo número de clientes em alta, mas também pelas tarifas praticadas. Nos horários de pico, os motoristas cobravam, em média, o triplo do preço habitual. Diante das reclamações nas redes sociais, o grupo informou que os preços são calculados pelo algoritmo, que determina a tarifa em função da demanda: quanto mais concorrido o horário, mais cara será a corrida.  

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