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França Islamismo

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Macron promete luta implacável da França contra ameaça islâmica

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Christophe Castaner, Ministro do Interior de Rench, presta homenagem diante dos caixões de três agentes da polícia e de um funcionário administrativo, durante uma cerimónia em honra deles. REUTERS/Benoit Tessier

Em cerimônia de homenagem nacional nesta terça-feira (8) aos policiais assassinados na semana passada por um colega convertido ao islamismo radical, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez um apelo para que a “nação inteira” se uma contra a “hidra islâmica”.


A cerimônia aconteceu no pátio da sede da polícia francesa, perto da catedral de Notre Dame. A Legião de Honra foi outorgada de maneira póstuma aos quatro policiais: Damien Ernest, Anthony Lancelot, Brice Le Mescam e Aurélia Trifiro.  O policial estagiário que matou o agressor Mickael Harpon vai ser condecorado em uma outra data.

As medalhas foram entregues pelo ministro do Interior Christophe Castener, alvo de duras críticas da oposição, que pede sua demissão. Ele foi ouvido nesta manhã por um grupo parlamentar de Inteligência para explicar porque o agressor, cuja radicalização havia sido detectada após o atentado contra a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em 2015, não era monitorado.

CIP para investigar o ataque

O presidente da Assembleia francesa, Richard Ferrand, anunciou que uma comissão parlamentar de inquérito sobre o ataque será aberta na semana que vem.

A mulher de Mickaël Harpon foi solta no domingo à noite após ficar detida para interrogatório durante três dias. Segundo o jornal Le Parisien, os investigadores encontraram na casa do casal um pendrive com vídeos de propaganda do grupo jihadista Estado Islâmico e dados de colegas policiais.