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Força aérea francesa destruiu base militar histórica na Líbia

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Aviões de combate Rafale se preparam para decolar do porta-aviões francês Charles-de-Gaulle, enviado ao mar Mediterrâneo. Reuters/ECPAD/Marine nationale/Cyril Davesne/Handout

O chefe do Estado-maior das Forças Armadas da França, um dos países que lidera a coalizão internacional de intervenção na Líbia, confirmou que na madrugada desta sexta-feira um avião francês destruiu, com uma bomba guiada a laser, uma bateria de artilharia das forças leais a Kadafi que atacava a cidade de Adjabiya, a 160 km de Benghazi.


Segundo o almirante Edouard Guillaud, a força aérea francesa também destruiu ontem uma base militar histórica do regime de Kadafi localizada no interior do país. O ataque aéreo destruiu um depósito de munições, os serviços de manutenção e o centro de comando da base militar, considerada a segunda principal da Líbia. O almirante francês detalhou essas operações em uma entrevista concedida hoje à rádio pública France Info.

O chefe das Forças Armadas da França afirmou que o espaço aéreo líbio está sob controle e isso ficou comprovado após a destruição de um avião das forças pró-Kadafi, abatido por um caça francês, dez minutos depois de ter decolado de Misrata com o objetivo de bombardear a cidade.

Para o almirante Guillaud, a operação militar contra a Líbia poderá durar "várias semanas". Ele não acredita que a missão "possa durar meses". Guillaud descartou o cenário de um impasse militar, já que a solução para a crise líbia é política. Já o chanceler francês Alain Juppé afirmou ontem que a coalizão internacional, liderada pela França, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, irá prosseguir com bombardeios aéreos o tempo que for necessário.