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Grupo de contato sobre a Líbia insiste na saída de Kadafi

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A primeira reunião do Grupo de Contato sobre a Líbia teve início nesta quarta-feira em Doha Reuters

Reunido nesta quarta-feira em Doha, no Catar, o grupo de contato sobre a Líbia, formado por 20 países e organizações como a ONU e a OTAN, insiste que não há solução política possível ao conflito na Líbia sem a saída de Muammar Kadafi. 


O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, declarou que o grupo de contato que busca uma solução diplomática à crise na Líbia quer chegar a um cessar-fogo, mas para isso é fundamental que as tropas de Kadafi deixem as cidades que ainda ocupam e o ditador líbio renuncie ao poder, para que "o povo decida seu futuro e comece um processo político", acrescentou o chanceler francês. Juppé defendeu uma pressão militar "forte e robusta" sobre Kadafi, para que o ditador líbio compreenda que não existe saída para ele. "Nós consideramos que Kadafi não tem mais legitimidade para representar o povo líbio", afirmou Juppé.

O chanceler francês negou a existência de divergências entre os europeus, os Estados Unidos, a Liga Árabe e a União Africana sobre os rumos da intervenção militar na Líbia. Juppé relatou que em torno da mesa de negociações, no encontro de hoje, em Doha, houve uma convergência total de opiniões de que é preciso continuar com a pressão militar sobre Kadafi. O risco de um prolongamento do conflito sem solução, na opinião do chanceler francês, não existe. 

Antes da reunião, França e Reino Unido criticaram a atuação da OTAN, que não estaria realizando um número de bombardeios necessários para dar apoio aos rebeldes. Os Estados Unidos defenderam a OTAN, que estaria agindo de acordo com os termos autorizados pela resolução 1973 da ONU de dar proteção aos civis. O premiê britânico David Cameron vai se reunir na noite desta quarta-feira com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, no Palácio do Eliseu, em Paris, para discutir o desempenho da OTAN na Líbia.