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Egito convoca seu embaixador de Israel para consulta

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Centenas de egípcios se manifestaram na noite de sexta na frente da embaixada de Israel pedindo a saída do embaixador. REUTERS/Mohamed Abd El-Ghany

O Egito decidiu, neste sábado, convocar seu embaixador em Tel Aviv como forma de protesto pela morte de cinco de seus policias de fronteira, durante os ataques que fizeram oito mortos, na quinta-feira, no sul de Israel. Em comunicado oficial, o governo egípcio condena o ataque e exige que Israel apresente desculpas oficiais.


Responsáveis da diplomacia israelense estão reunidos neste sábado para tratar da crise com o Egito, e tentar impedir a retirada do corpo diplomático do país. O diretor do departamento político do ministério da Defesa israelense, Amos Gilad, lembrou neste sábado, na rádio pública, que para Israel, a paz com o Egito é uma “conquista estratégica”.

Durante a noite de sexta para sábado, centenas de egípcios se manifestaram diante da embaixada de Israel pedindo a expulsão do embaixador. Essa é a primeira crise diplomática entre os dois vizinhos depois da queda do regime de Hosni Moubarak, aliado do Estado israelense, em fevereiro.

Essa é a segunda vez que o Egito, primeiro país árabe a ter feito um acordo de paz com Israel, em 1979, pede a retirada de seu corpo diplomático em Israel. A primeira foi no ano 2000, para protestar contra o uso excessivo da força por Israel contra os Palestinos depois do começo da segunda Intifada.


Hamas anucia fim de trégua com Israel

Enquanto isso, aumenta o confronto entre o exército de Israel e grupos radicais palestinos de Gaza. Neste sábado, ativistas palestinos lançaram bombas contra o sul de Israel deixando três feridos, dois em estado grave, na cidade de Ashdod. Tel Aviv reagiu com ataques aéreos.

O Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, anunciou esta sexta-feira o fim da trégua com Israel que durava mais de dois anos, desde o fim da guerra no início de 2009.

A mensagem foi divulgada pela rádio oficial do Hamas depois de dois dias de ataques aéreos por parte das forças israelenses, em retaliação contra o triplo atentado que quinta-feira fez 14 mortos no sul de Israel.

"Já não existe mais trégua com o inimigo", diz o movimento radical palestino, um anúncio que abre caminho para uma escalada de violência na região.

Esta sexta-feira ficou marcada por ataques da força aérea de Israel contra alvos na Faixa de Gaza e por disparos de militantes palestinos contra território israelense.