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Dominique Strauss-Kahn Estupro FMI

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DSK admite que tentou beijar jornalista francesa

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O ex-diretor gerente do FMI, acusado de tentativa de estupro, reconhece ter tentado beijar jornalista. REUTERS/Brendan McDermid

O ex-diretor gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, teria negado a tentativa de estupro mas admitido que tentou beijar Tristane Banon, durante o interrogatório a que foi submetido na segunda-feira, em Paris. As informações foram divulgadas no site da revista francesa L’Express, nessa sexta-feira.


Dominique Strauss-Kahn foi ouvido pela polícia na segunda-feira, uma semana depois de seu retorno à França, como parte da investigação preliminar aberta pelo Ministério Público de Paris, depois da queixa feita contra ele, pela escritora e jornalista, Tristane Banon, por tentativa de estupro.

Durante o interrogatório, segundo L’Express.fr, o ex-diretor gerente do FMI, teria negado a tentativa de estupro, mas admitido ter tentado beijar a jovem, pensando que ela consentiria, mas ela se negou. Segundo o site da revista, Strauss-Kahn não insistiu.

A jornalista, que fez uma queixa contra Strauss-Kahn no dia 5 de julho desse ano, o acusa de tentativa de estupro. Ela contou uma versão diferente da de DSK, no site do L’Express. Segundo Banon, durante a entrevista, o ex-diretor gerente do FMI pediu que ela segurasse a mão dele enquanto respondia às perguntas. Em sua declaração, Banon afirmou que tentou ir embora, então ele a derrubou e tentou estuprá-la.

A versão de Strauss-Kahn que aparece no L’Express.fr, também é diferente de sua biografia oficial, escrita pelo jornalista Michel Taubmann. No Le Roman vrai de Dominique Strauss-Kahn (O verdadeiro romance de Dominique Strauss Kahn), DSK desmente a tentativa de estupro da jovem escritora e declara que “isso é completamente falso! A cena que ela conta é imaginária.”

Após os interrogatórios, o Ministério Público de Paris pode tomar diferentes decisões. Ele pode pedir uma confrontação entre Banon e DSK ou encaminhar o caso para um juiz que continue a investigação. O Ministério Público também pode achar que os fatos se aproximam mais de uma agressão sexual que de uma tentativa de estupro. Nessa situação, o caso já teria prescrito, e seria arquivado.